[ Distúrbios Mentais ]

As redes sociais fizeram surgir alguns distúrbios mentais bem curiosos.

Por exemplo, temos o paranóico das indiretas. É o sujeito que acredita que as pessoas em seus posts, vivem mandando indiretas pra ele. O paranóico das indiretas também é egocêntrico em nível elevado por acreditar que os demais realmente irão se ocupar em mandar indiretas para ele.

Outro distúrbio bastante comum é a ansiedade opinativa. Os que são acometidos por esse distúrbio acreditam que têm a obrigação de emitir opiniões sobre tudo no mundo. Um reflexo desses distúrbio é a profusão de opiniões equivocadas e sem nenhum embasamento, fazendo com que os posts de quem sofre desta anomalia seja um festival de abobrinhas e sandices que muitas vezes servem para divertir os demais.

Os psicólogos e psiquiatras ainda terão muito trabalho pela frente para tratar não somente destes mas de muitos outros distúrbios provocados pelo uso excessivo de redes sociais.

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[ Picaretagem Pura ]

Se alguém lhe apresentar soluções fáceis e rápidas para toda essa bagaça que tá rolando em nosso país há tempos, não tenha dúvida, trata-se de um tremendo picareta que acredita piamente que você é um autêntico idiota.

E em situações como a que estamos vivendo parece-me que os picaretas brotam do chão a todo momento. Ou melhor, atualizando a expressão, brotam dos bits e bytes que trafegam pela super-via da informação.

😮😮😮

[ Fenômenos Curiosos ]

Faz algum tempo observo que o acesso à informação que vem se tornando cada vez mais amplo e facilitando gera em muitos de nós dois fenômenos curiosos e similares.

O primeiro é a sensação de possuir muito conhecimento. Mas informação e conhecimento são duas categorias distintas. Saber o que fazer com as informações constitui conhecimento. O conhecimento também envolve saber separar a informação boa da ruim. Conhecimento requer reflexão, isto é, pensar sobre as informações disponíveis.

O segundo é a impressão de que se é sábio. Se o conhecimento é uma categoria bem diferente da informação, sabedoria é mais ainda. A sabedoria requer muito mais reflexão e ponderação assim como alguma dose de prudência até.

Venho notando, e isso é uma observação puramente pessoal e não está embasada em nenhuma quantificação mais séria e rigorosa, que estes dois fenômenos são muito comuns entre a rapaziada de vinte e poucos anos.

[ Reflexão vespertina ]

Curiosamente somos bastante influenciados (e quiçá comandados) por diversas entidades puramente abstratas tais como:

– O sistema (é quase um deus, onipresente e onisciente).

– A mídia (é outra que é quase um deus!).

– O governo (sim, o governo é uma entidade abstrata, as pessoas que fazem parte do mesmo, que os representa, são meras representações, ou melhor, instâncias dessa classe puramente abstrata).

Curioso notar também é que muitas vezes é extremamente mais cômodo e confortável, culpar e responsabilizar essas entidades abstratas por tudo aquilo que consideramos errado ou incorreto. Como se essas entidades abstratas fossem entes independentes, que possuem vontade própria, agem conforme um plano elaborado por elas mesmas.

Mas há um elemento comum a essas entidades. Existe um elo que as liga.

Afinal qual o elemento comum que existe entre essas três abstrações?!

R: Todas elas são criações da espécie humana!!! E assim, de criadores passamos a reféns, servos, dependentes, da criatura!!!

Não seria melhor ao invés de culpar essas criações humanas puramente abstratas voltarmos a nossa crítica a nós mesmos?! Entender que aquilo que atribuímos a estas entidades abstratas no final das contas não passa de nossa própria culpa máxima culpa?!

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[ Medo & Esperança ]

O medo é um excelente mecanismo para dominação. Basta que estudemos um pouco da História para vermos inúmeros episódios nos quais o medo serviu eficientemente como instrumento de dominação de povos.

Mas a estratégia de dominação não fica somente no medo. Podemos dizer que o medo é o primeiro estágio da estratégia. Uma vez acossado pelo medo, o dominado apegar-se-á a qualquer um que lhe dê esperanças de um futuro melhor, já que o presente não é nada bom.

Medo e esperança, ou melhor dizer, promessas de dias melhores que o presente, ainda são muito utilizados hoje em dia. Observemos certas mensagens que nos chegam através de inúmeros anúncios, sejam eles de cunho puramente comercial, sejam eles de cunho religioso, sejam eles de cunho político. Em muitos é possível notar em primeiro lugar o componente do medo e logo em seguida a esperança.

Um fator complicador nos dias de hoje é que essas mensagens que primeiramente colocam um estado de medo nas pessoas e as outras que tentam lhe garantir esperanças de dias melhores, nos chegam altamente disfarçadas, bastante sutis, quase imperceptíveis!

[ A Origem ]

Já imaginou se todo advogado exigisse que seus clientes justificassem a origem do dinheiro que será usado para pagar seus honorários?!?

Imagina só que “loucura” seria se advogados não aceitassem clientes que não conseguissem apresentar origem lícita do dinheiro que irão usar para pagar os honorários!?!?

Seria muito “lôko” o seguinte diálogo:

– Dr. você pode aceitar a minha causa?!?

– O dinheiro com o qual você pagará meus honorários é de origem lícita, legal?!?!

– Bem… Dr…. Cê sabe… Não é bem assim 100% legal…

– Infelizmente não posso aceitar sua causa. Me sentiria sendo seu cúmplice e não seu advogado!!! Passar bem…

[ Relato de Uma Caminhada Pelo Centro da Cidade ]

É sério… Andar pela cidade é uma coisa boa. Felizes daqueles que podem andar, bater perna pela cidade. Mesmo que faça um certo calor nessa cidade, ainda vale muito a pena caminhar pela cidade.
 
Caminhando é que podemos de fato perceber coisas interessantes, histórias inusitadas ou apenas fazer observações banais de cenas que passam despercebidas por muitos. E este pequeno texto é um relato de uma dessas coisas banais da nossa vidinha igualmente banal…
 
Estava descendo pela Avenida Dom José, em direção ao Becco do Cotovelo. Enquanto aguardava o sinal para pedestres abrir e assim atravessar com segurança em cima da faixa, noto lá na outra calçada, na calçada oposta, uma cena. Ou melhor, o início de uma sequencia de cenas!!!
 
Lá na calçada oposta vejo duas mulheres com roupas completamente iguais!! Mas não eram somente as roupas que eram iguais!!! Os sapatos também eram iguais!!! As bolsas que elas usavam (mulher sem bolsa é quase um sacrilégio, né??!!). Seus óculos também eram iguais!!! Ah!!!! Seus cortes de cabelo idem!!!! Enfim, era como se eu tivesse tendo uma visão duplicada!!!!
 
Deduzi logo que tratava-se de irmãs gêmeas. Mas isso ainda me deixou espantado!!! Ora, caros leitores… O que me causou espanto!!!??? Pensava eu que esse lance de vestir-se igual, usar os mesmos sapatos, cortar o cabelo do mesmo jeito, enfim, ser figurinha repetida eram coisas que acabam ficando na infância de quem tem irmão gêmeo (confesso que quando criança sonhava em ter um irmão gêmeo…). Mas que nada. Aquelas duas mulheres que imagino terem aproximadamente uns trinta e poucos anos estavam ali na minha frente provando que eu estava errado.
 
Bom… Atravessei a rua, como era meu intento original e passei a acompanhar as gêmeas com meu passo. Enquanto tentava ultrapassá-las pois tinha pressa para chegar ao meu destino. Mas neste ínterim me diverti muito vendo a cara de espanto das pessoas que vinham em nosso sentido contrário. Algumas chegavam a dar aquela paradinha e olhadinha para trás quando as gêmeas passavam. Foi bem divertido. Fotografei cada expressão com a minha mente. Seria bom se pudéssemos “revelar” essas fotografias mentais.
 
Mas aí, na esquina da Domingos Olímpio com a Avenida Dom José, finalmente ultrapassei as gêmeas e segui meu rumo. Fiquei imaginando quanto mais admiração elas ainda proporcionaram a quem cruzava por elas…
 
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