[ Leis do Facebook – O Critério de Verdade ]

Se uma notícia está de acordo com meu conjunto de crenças, combina com aquilo que penso então essa notícia é verdadeira e seu veículo de divulgação é sério e honesto. Caso contrário, se a notícia não combina com meu conjunto de crenças nem com aquilo que penso então essa notícia é mentirosa e seu veículo de divulgação não é serio e é desonesto.

😉

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[ Grandes Problemas dos Anos 10 do Século XXI ]

Os administradores da vida alheia.

Os administradores da vida alheia acreditam que podem conduzir a vida dos seus semelhantes sempre dizendo o que estes devem ou não fazer.

Os administradores da vida alheia creem que estão ajudando seus semelhantes impedindo que estes venham a errar. Esquecem que quando erramos podemos ter uma grande oportunidade de aprendizado.

Os administradores da vida alheia consideram-se superiores moral e intelectualmente aos seus administrados. Esse sentimento faz com que os administradores da vida alheia se considerem autoridades que possuem poder sobre seus administrados.

Os administradores da vida alheia possuem uma forte crença que estão ajudando o mundo a ser um lugar melhor.

Seria tão melhor se os administradores da vida alheia deixassem que os demais tocassem suas vidas de acordo com seus desejos.

Seria tão melhor se os administradores da vida alheia entendessem que se eles não gostam de algo é só não fazer esse algo, se não gostam de um lugar é só não ir lá, se não gostam de uma música é só não ouví-la, enfim, evitar fazer aquilo que não gosta e deixar em paz quem gosta.

[ O Mundo da Imaginação ]

A imaginação é infinitamente maior que a realidade.

As frustrações começam quando tentamos encaixar no mundo real o mundo imaginário que criamos.

As frustrações se tornam maiores a partir do momento que nos damos conta de que no mundo da Imaginação TUDO está sob nosso controle ao passo que no mundo real pouca coisa podemos de fato controlar.

As frustrações ganham novas dimensões tão logo compreendemos que a teoria que criamos no mundo da imaginação só funciona do jeito que queremos lá.

As frustrações se tornam massacrantes assim que entendemos que não é possivel viver somente no mundo da imaginação.

É preciso deixar o mundo da imaginação e partir para a ação. Somente a ação é capaz de transformar em realidade aquilo que foi imaginado. Somente a ação é capaz de demonstrar a teoria. Teoria sem demonstração pode até ser bonita. Mas teoria bonita que não funciona no mundo real é inútil.

[ Conceitos Difíceis de Serem Compreendidos: público e privado ]

Aquilo que é público pertence a todos. Concordam?!

Se pertence a TODOS não pode pertencer a apenas uma pessoa ou a um grupo sob pena desse bem não pertencer mais à categoria de bem público e passar a categoria de bem PRIVADO, uma vez que pertence a uma pessoa ou grupo. Concordam?!

O TODOS é uma abstração. Não é possível dar uma cara ao TODOS. Não é possível dizer quem é o TODOS. Se identificarmos o TODOS com alguém ou algo também corre-se o risco de o TODOS perder a universalidade que lhe permeia e passar a ser PARTE, ou PARTICULAR.

Então, por que será que é tão difícil compreender que se um bem é público ele pertence TODOS e não pertence a NINGUÉM em particular!?

[ O Esporte Mais Praticado ]

As redes sociais trouxeram à tona, ou melhor, deixaram mais evidente ainda, uma prática muito comum da espécie humana. Esta prática, creio eu, deve ser milenar. Estou falando do ato de se importar com a vida alheia, com o que o outro faz ou deixa de fazer.

Hoje em dia os cidadãos da ZuckerNet, o mundo facebookeano, gastam uma boa parcela do seu tempo dedicando-se a esta prática ancestral.

Importam-se se alguém muda a foto do perfil para demonstrar apoio a uma causa.

Importam-se se alguém não muda a foto do perfil para demonstrar apoio a uma causa.

Importam-se se alguém demonstra estar muito sensibilizado por conta de um acontecimento.

Importam-se se alguém não demonstra estar muito sensibilizado por conta de um acontecimento.

Importam-se se alguém diz que gosta de um determinado músico.

Importam-se se alguém diz que não gosta de um determinado músico.

Importam-se se alguém demonstra simpatia por determinada ideologia político-partidária.

Importam-se se alguém demonstra não gostar de determinada ideologia político-partidária.

A lista tende ao infinito.

Talvez seja um efeito colateral da grande liberdade de expressão que as redes sociais nos proporcionam. As pessoas querem demonstrar que se importam com alguma coisa.

E a expressão importar-se com algo tem uma ligação com a palavra importante. Logo, deduzo que se alguém se importa com algo é porque esse algo lhe é importante. Se não fosse não se importaria!

Enfim, vivemos a nos importar tanto que até escrevemos textos nos importando com o fato de muitos se importarem com tudo em quanto!!!! 😉

Não seria mais fácil e saudável do ponto de vista social se nos importássemos menos com o que os outros fazem ou deixam de fazer e cuidássemos mais de nossa própria vidinha??!! 😉

[ O que era público agora já nao é ]

Em tempos de política polarizada, que por sua vez inibe ou até aniquila qualquer forma de debate uma vez que os polarizadores acreditam serem os detentores da verdade e quem não pensar com e como eles acaba sendo percebido como inimigo a ser eliminado é fácil perceber que quem está no poder através da ocupação de um cargo eletivo acaba, muitas vezes, acreditando ser dono, proprietário mesmo daquilo que é público.

É fácil ouvir frases do tipo: “Eles querem tomar o poder!” Ou frases do tipo: “Eles querem ter o poder a qualquer custo!”. Pouco importando se esse poder está representado pela prefeitura de um município, governo do estado ou presidência da república. O que importa é a sensação de ser o dono da prefeitura, estado ou república. E esses que temem perder o poder advindo de cargos eletivos ou que fazem tudo para se manterem nos mesmos, não mais consideram aquela prefeitura, estado ou país como sendo algo público. A percepção que esses têm é que lhes pertence.

Há quem diga que na democracia todo poder emana do povo. Porém o que vemos é este poder se tornando propriedade de poucos. E para manter essa posse, estes poucos contam com a ajuda valiosa dos votos daqueles dos quais, em tese, emana todo o poder.

[ Orwell Equivocou-se?! ]

Em seu livro 1984, o escritor criou a figura do Grande Irmão, que era um líder que implanta um regime totalitário no qual as pessoas estão sob constante vigilância por parte dos mecanismos do regime bem como de seus agentes.
No ambiente de 1984 tudo está sendo monitorado a todo momento. O conceito de privacidade é praticamente destruído.
De uns tempos para cá passei a acreditar que Orwell equivocou-se ou talvez nunca tenha imaginado que o Grande Irmão não seria um governo, mas sim a própria sociedade vivendo em constante estado de policiamento e vigilância das ações uns dos outros através das redes sociais bem como se valendo de outras ferramentas como por exemplos, os smartphones que são altamente populares e cada vez mais acessíveis hoje em dia.
Não tenho certeza se este estado de policiamento constante que nos obriga a todo momento medir as palavras, tomar cuidado com o que falamos ou escrevemos, enfim como nos comportamos, nos tornará seres humanos melhores. Talvez sim… Talvez não… Somente o tempo dirá