Afinal de contas, qual é mesmo a pirâmide social brasileira?

Os números não mentem! Isso é clichê!

Mas são passíveis de manipulação e dependendo da forma como eles são apresentados, eles podem mostrar meias-verdades ou até mesmo grandes mentiras! Vai depender muito da forma como os números são usados! Os números em si são inocentes!

Por conta disso, muitos indicadores que são apresentados pelos governos federal, estadual ou municipal, geralmente são carregados de uma certa acrobacia numérica. Será mesmo que esses números estão mostrando a realidade? Será mesmo que a coisa está assim? Dúvidas… Dúvidas… Dúvidas…

Em muitas ocasiões prefiro mil vezes o ceticismo do que o dogmatismo! Especialmente quando se trata de números apresentados por nossos políticos! Afinal de contas, nesse país tudo vira politicagem!

Semana passada, li no O Globo uma matéria que muito me chamou a atenção. O título era bem sugestivo: Nova pirâmide social brasileira tem mais 16 milhões de pobres.

Assim que vi o título, de imediato fiquei pensando: “Ué… Mas o Governo Federal não disse que a pobreza tem é diminuído!!!!???”

Ao ler a matéria é que compreendi melhor. O Governo Federal, através da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), adota um critério bem diferente do utilizado pelos pesquisadores citados na matéria do O Globo. Para a SAE, classe média tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019 per capita – Governo define que a classe média tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019 (Cidade Verde, em 24.07.2013).

“Dentro dessa definição, a comissão dividiu a classe média em três grupos: a baixa classe média, composta por pessoas com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média classe média, com renda compreendida entre R$ 441 e R$ 641 e a alta classe média, com renda superior a R$ 641 e inferior a R$ 1.019”.

O que mudou, então?

Fácil, os pesquisadores citados pela matéria do O Globo adotaram outros parâmetros, como renda, escolaridade, posse de bens duráveis, acesso a serviços públicos, entre outros, num conjunto de 35 indicadores. Já a SAE considera apenas a renda per capita.

Bem, agora, como ficamos?

Não sei dizer.

Para mim, levar em consideração somente a renda per capita é pouco. O levantamento feito por Wagner Kamakura (Rice University) e José Afonso Mazzon (FEA-USP) parece-me muito mais realista!

😉

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