[ Comparações ]

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Quando fazemos uma comparação precisamos de pelo menos duas entidades, sejam elas concretas ou abstratas para proceder com a comparação. Afinal de contas não podemos comparar um objeto com ele mesmo. Ou melhor, até podemos, mas não na mesma dimensão temporal. Por exemplo, uma coisa é você comparar a sua forma física de dez anos atrás com a atual e outra coisa extremamente diferente é comparar a sua forma física de agora com ela mesma. Enfim, mesmo assim teríamos entidades distintas: sua forma física de dez anos atrás e sua forma física atual.

Acontece que quando fazemos comparações é importante tomar cuidado com as entidades que escolhemos para comparar. Certas comparações só podem ser feitas com entidades que possuem propriedades relativamente semelhantes. Vamos a um exemplo:

Podemos comparar cidades que possuem população, renda per capita, demografia semelhantes, bem como a existência de determinados serviços públicos.

Imagine você comparar uma cidade do sertão nordestino com cerca de 200 mil habitantes, uma fábrica que emprega aproximadamente 20 mil pessoas, um comércio bem diversificado, uma rede hospitalar que conta com um hospital de grande porte bem como outros equipamentos de saúde com uma cidade do Sudão do Sul, que está bem no centro dos conflitos armados que acontecem por lá. Imediatamente podemos dizer que essa cidade do sertão nordestino é um paraíso. Concorda?!

Assim como é bem diferente comparar essa mesma cidade do sertão nordestino citada no parágrafo anterior com Estocolmo, na Suécia. Aqui a cidade que na comparação anterior tinha status de paraíso já não consegue manter o mesmo.

Esses exemplos servem apenas para ilustrar que quando se trata de comparações é necessário tomarmos cuidado com a régua que usamos. Ou melhor, com os parâmetros de comparação que utilizamos.

Os discursos de políticos e governantes, de um modo geral são carregados de comparações. Quem está no poder adora comparar o seu tempo presente com o do adversário. Claro que nessas comparações o que se evidencia são os aspectos negativos do tempo do adversário e os positivos do tempo presente. Mas será que a régua que está sendo utilizada está devidamente calibrada?

Comparações mal feitas, utilizando determinados parâmetros podem ser grandes falácias que levam a plateia a conclusões altamente equivocadas. Muitas vezes, a intenção de quem faz a comparação falaciosa é justamente essa, ou seja, confundir a audiência, fazer com os julgamentos dela seja deturpados, em outras palavras, uma verdadeira manipulação da opinião pública através da distorção da realidade.

E como se precaver das comparações maliciosas?

Primeiramente, uma dose de ceticismo. Fazer a clássica pergunta: será que isso é assim mesmo?!

Depois analisar os dados que são colocados à disposição. E assim acabar tendo uma conclusão própria a cerca da validade da comparação.

Acontece que isso exige um certo esforço intelectual e também disponibilidade de tempo. E é mais fácil tomar a comparação como verdade de forma dogmática e pronto.

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