[ Quem Bate o Martelo ]

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Semana passada numa entrevista do Ministro Chefe da Casa Civil, Aloysio Mercadante, em vários momentos o Ministro enfatizou que a palavra final nas decisões do Governo Federal é da Presidente da República.
Isso é um fato exposto pelo Ministro e creio que tenha muito valor de verdade. Afinal de contas ele é um dos mais próximos da Presidente.
Se é assim, então fica complicado entender a postura de muitos que pedem a saída do Ministro da Fazenda como se o mesmo fosse uma entidade autônoma e que age de acordo com a sua vontade, independente de passar pelo crivo, ou como disse o Ministro Mercadante, pela palavra final da Presidente.
Não querendo me mostrar como advogado do Ministro da Fazenda, mas apenas querendo contribuir para o melhor entendimento do momento, é importante lembrar também que o Ministro da Fazenda não se ofereceu para ser Ministro. Ele foi convidado pela Presidente da República quando esta estava montando sua equipe do Governo Dilma 2.0.
É público e notório que o Levy é economista de uma linha bem mais liberal, ele foi formado no berço do liberalismo econômico que é a Universidade de Chicago. E esse fato já dava a entender que a sua relação com o restante da equipe econômica, e aqui podemos incluir a própria Presidente da República, não seria das mais fáceis. O Ministro Levy reza por um catecismo bem diferente do usado pelo Governo Federal. Mais uma vez vemos o quanto Levy é um estranho no ninho!
Talvez muitos que querem a saída do Ministro da Fazenda ainda não se deram conta de que ele foi colocado lá para efetuar uma verdadeira mudança na condução da política econômica. Ou em outras palavras, para agradar o mercado financeiro e outros agentes econômicos que não estavam nem um pouco satisfeitos com a atuação do Ministro anterior. Ora, se o Mantega estivesse agradando de fato ele não teria entrado para a história do Brasil como o Ministro da Fazenda que ficou de aviso prévio por mais tempo (em outubro ou setembro de 2014 a Presidente já anunciava que Mantega não seria mais Ministro no Governo Dilma 2.0)!!!
Mas a Presidente da República, se quiser, pode sim demitir o Ministro da Fazenda e colocar em seu lugar um outro mais alinhado com o pensamento desenvolvimentista. A questão é: por que ela não faz?! Não é tão simples assim! O momento atual não é propício para isso. Poderia causar um mal estar muito maior e um grande prejuízo para a imagem do país. Ou seja, mais uma vez o Teorema do Tiririca (pior que está não fica) foi refutado! Pior que está pode ficar sim. E muito!!!
Na semana passada houve rumores de que o Ministro Levy iria pedir para sair. Foi um corre-corre em Brasília e até o ex-presidente Lula pintou por lá para acalmar a situação. E foi nesse momento que o Ministro Mercadante disse reiteradas vezes que a palavra final nas decisões é da Presidente da República. O Governo Federal sabe se com Levy é ruim porque ele é um corpo estranho no organismo voltado à linha desenvolvimentista, pior será se ele sair. Pelo menos por enquanto.
Creio eu que até o próprio Levy, em vários momentos já tenha se arrependido de deixar a sua diretoria no Bradesco, onde ele era boss e dava as cartas!
Aguardemos o desenrolar dos fatos. O rebaixamento da nota pela S & P não é o fim do mundo. Ainda temos boas notas dadas por duas outras agências. A coisa vai ficar ruim mesmo é se alguma dessas duas também rebaixar a nossa nota! Aí, meus caros, estaremos mesmo de volta a década de 1990!!!

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