[ A Colônia – Do Livro “1808”, de Laurentino Gomes ]

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Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo. Na cidade de São Paulo de 1818, já no governo de Dom João VI, apenas 2,5% dos homens livres em idade escolar eram alfabetizados. A saúde era absurdamente preacária. “Mesmo nos centros mais importantes da costa se não encontraria[…] um médico que tivesse feito um curso regular”, conta Oliveira Lima, baseando-se nos relatos do comerciante inglês John Luccock, que a partir de 1808 viveu dez anos no Rio de Janeiro. “As operações mais fáceis costumavam ser praticadas pelos barbeiros sangradores e para as mais difíceis recorria-se a indivíduos mais presunçosos, porém no geral igualmente ignorantes de anatomia e patologia”. A autorização para fazer cirurgia e clinicar era dada mediante um exame perante o juiz comissário, ele próprio um ignorante da ciência da medicina. Os candidatos eram admitidos nessa prova se comprovassem um mínimo de quatro anos de prática numa farmácia ou hospital. Ou seja, primeiro se praticava a medicina e depois se obtinha a autorização para exercê-la.

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