[ Recortes da Aula de Filosofia Política – Maquiavel ]

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Neste semestre resolvi reabrir a minha matrícula no Bacharelado em Filosofia. Pois é… Ao mesmo tempo que sou professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú, também sou seu aluno. E uma das disciplinas que estou matriculado é Filosofia Política.

Até o momento estudamos a Política em Platão e agora passamos a ver as reflexões filosóficas de Maquiavel.

Primeiramente é preciso dizer que Maquiavel foi muito injustiçado. A sua principal obra, O Príncipe, vem sendo interpretada de maneira equivocada há um bom tempo. Ainda mais que o termo maquiavélico e seus derivados sempre são associados ao que há de pior num ser humano.

Mas Maquiavel não é essa encarnação do Capeta, nem o emissário de Belzebu. Nada disso. Sua obra é bastante complexa e precisa de uma boa dose de reflexão para ser bem compreendida. O que posso dizer é que Maquiavel, diferente de Platão, não idealizou o ente político. Ele expôs o que o homem é capaz de fazer para obter e manter-se no poder.

Ler O Príncipe ajuda muito a compreendermos como é que funcionam as engrenagens do poder e também serve para tirar da mente uma ideia muito romântica do vem  ser política.

Neste post trago alguns recortes do livro (Maquiavel, de Newton Bignotto) que estamos estudando.


“…os homens repetem suas paixões e sua forma de agir ao longo dos tempos e, por isso, podemos nos servir da história para tomar decisões no presente”.

“O que ele percebia, no entanto, era não que a crueldade fosse boa em si mesm, mas que a simples condenação dos atos dos governantes não ajudava nem a compreende-los, nem a evitar seus efeitos”.

“No entanto, o simples fato de se ganhar uma guerra não produz a estabilidade necessária para se gozar dos benefícios de uma conquista e, por isso, é necessário conhecer o funcionamento do poder em suas várias circunstâncias para se obter sucesso”.

“O caminho a ser seguido é, pois, o da imitação. Usar o passado como guia é para Maquiavel a melhor maneira de evitar os erros que com muita frequência arruínam os homens poderosos”.

“”Dos homens, com efeito, pode-se dizer em geral o seguinte: que eles são ingratos, volúveis, simuladores e dissimuladores, inimigos dos perigos e ávidos de ganho…” Com isso ele alertava aos atores políticos que agir na pressuposição de que se pode contar com a bondade alheia é expor-se ao perigo e à ruína”.

“Maquiavel não quer dizer que todos os homens sejam ruins e ajam sempre com maldade. Se fosse dessa forma não seria possível conviver em sociedade e acabaríamos entrando numa guerra “de todos contra todos” como temia Hobbes, outro grande pensador político do início da modernidade. O que nos ensina o secretário florentino é que não podemos agir na suposição de que os homens corresponderão às nossas expectativas e, por isso, devemos sempre estar precavidos contra a manifestação de sua natureza má”.

“…aquele que chega ao poder pelas mãos dos outros, ou por pura sorte, enfrenta as maiores dificuldades para conservá-lo. Além disso, o simples fato de ser capaz de persuadir os povos de alguma coisa não garante que eles o seguirão sempre”.

 

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