[ Imposto como punição – Uma bem-humorada proposta ]

Em 16 de janeiro de 1875, José Maria da Silva Paranhos, mais conhecido como Barão do Rio Branco, publicou esta bem-humorada crônica no jornal A Vida Fluminense.

Aí vão, pois, algumas mal-alinhavadas considerações em forma de projeto que, esperamo-lo, sejam bem aceitas por governantes e governados. Como se ver´, são elas fruto de um apuradíssimo estudo não só do coração humano, mas também do coração dos potentados políticos, dos poetas impolíticos e de muitas outras classes mais ou menos politiqueiras. Se bem, que profundo na forma e grandioso no fundo, o projeto é de tão simples inyuição que se pode reduzir à expressão a seguir:

  1. Imposto sobre cada promessa de candidato que não for cumprida pelo deputado: $ 500.
  2. Impostos sobre cada mentira posta em circulação pelos órgãos de opinião pública: $ 800.
  3. Imposto sobre cada verso de pé-coxo que se publicar: $ 240.
  4. Imposto sobre erros de gramática cometidos pelos sapientíssimos escritores públicos – por erro: $ 020.
  5. Imposto sobre cada plagiato que for dado à estampa: $ 080.
  6. Imposto sobre cada apoiado de encomenda que for proferido na Câmara temporária ou no Senado: $ 010.

Destarte, se arrecadarão por ano alguns milhões, e os cofres públicos se acharão sempre prontos a fornecer meios para levar à realidade todas as necessidades e melhoramentos.

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