[ Reflexão sobre êxito e fracasso em coisas públicas ]

Quando se pronunciam essas duas palavras, êxito e fracasso, logo logo temos em mente que a primeira é positiva e a segunda negativa. Outra coisa a se falar sobre as duas é que podemos ter diferentes graus, tanto de êxito como de fracasso.

Quando tudo que foi planejado acontece, quando tudo que foi previamente pensado é realizado da forma como se pensou, podemos dizer que houve 100% de êxito (ou 0% de fracasso). Correto?!

Mas nem tudo nessa vida, em especial quando se trata de execução de obras públicas é coroado com 100% de êxito (ou 0% de fracasso). Vejo que em virtude de sérias falhas de planejamento as coisas costumam não sair como o previsto, nem muito menos no prazo previsto e pior ainda dentro do orçamento. Há estouro de tudo, inclusive da paciência das pessoas.

Ah!!!! Então o governante fracassou!!!

Não não!!! Como disse anteriormente, tanto êxito como fracasso podem ser medidos em graus.

Antes de afirmarmos que algo foi um fracasso total é necessário analisar bem e verificar se realmente foi esse fracasso todo. Da mesma forma que é perigoso afirmar que algo foi 100% exitoso. Será mesmo?! Não terá sido pelo menos um grau elevado de êxito?! E o que deu errado, não conta-se?

Muito infelizmente vemos que se costuma “brincar” com esses níveis de êxito e de fracasso, ou seja, dependendo dos interesses e incentivos, alguém pode evidenciar mais uma coisa que outra. É comum vermos a sonegação de informações por parte de algumas instituições quando o grau de fracasso de algo é relativamente grande. Ou melhor falando, pode-se carregar nas tintas do que foi exitoso, mesmo tendo sido um percentual pequeno, para que se passe a impressão de que foi 100% bem sucedido. É aquela velha história do não foi bem assim mas a gente dá uma enfeitada na apresentação e nos números e fica tudo uma maravilha!

Há também o outro lado da moeda! Aqueles que também motivados por incentivos e interesses carregam nas cores do percentual de fracasso de algum projeto. Ainda mais quando se trata da coisa pública. E aí vemos notícias fatalistas e apocalípticas dando conta de que está tudo errado e que nada ficou como foi pensado. Será mesmo?!

Enfim, esse tipo de análise se faz muito necessária para que não sejamos docemente manipulados pelos interesses daqueles que nos apresentam os resultados, sejam eles exitosos ou não. Só que fazer esse exercício crítico dá um pouco de trabalho e como disse linhas acima, muitas vezes há sonegação de informações que possam balizar melhor nosso julgamento. Mesmo assim, ainda é uma atitude mais madura e sensata não se deixar levar tão somente pelo excesso de otimismo (100% êxito) ou de pessimismo (100% fracasso).

P.S.: publiquei este texto em minha página no Facebook em 3 de junho de 2104.

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