​[ Reforma política – quem é que vai colocar o guizo no pescoço do gato? ]

Nesses dias debati com alguns amigos, aqui neste espaço virtual, sobre a questão da reforma política! É consenso entre muitos, especialmente aqueles que conseguem perceber a política brasileira para além da mera disputa eleitoral e das paixões por candidatos e partidos, que uma ampla reforma política que modifique bem o nosso sistema e que assim possa deixar as disputas pelo menos mais igualitárias, bem como abrir espaço para outros bons nomes, se faz muito necessária e até mesmo urgente!
Porém, a reforma política, assim como muitas reformas importantes que precisam acontecer (Brasil, um país necessitando urgentemente de várias reformas!!!) esbarra em um dilema: quem é que vai fazer a tal reforma?

Num primeiro instante alguém pode saltar e dizer: “Mas é fácil responder isso!!! Serão os políticos!!!”

Mas é aí que o dilema começa a se formar!!!

Sabemos que uma reforma política para mudar drasticamente as regras do atual jogo vai impactar em diminuição ou até mesmo extinção de certos expedientes que são responsáveis por manter um monte de gente aí no poder, praticamente se calcificando! Aí surge a questão: Será que eles, os políticos que dominam a cena atualmente e que tanto causam repulsa em muitos, irão advogar não em causa própria, mas sim, de certa forma, contra eles mesmos?

Não sei se é uma postura pessimista ou realista, mas creio que muito dificilmente haja interesse em mudar as coisas como estão! É aquela máxima futebolesca: em time que está ganhando não se mexe. Mas no caso aí o time que está ganhando é toda essa legião de políticos que não estão querendo largar o osso por nada nesse mundo!!

Mas há outra saída!! 

Qual?!

A eleição de novos nomes realmente comprometidos com essa causa! Pessoas imbuídas de espírito público tal que entenda que a sua missão é reformar aquilo que não está bom mesmo que isso represente dificuldades para ela mesma em um futuro.

Bom, como todos sabemos os políticos não chegam aos seus cargos a não ser pelo voto direto, livre e democrático. Assim sendo a responsabilidade recai nas mãos, ou melhor, nos dedos dos eleitores!

Porém, estamos diante de mais uma situação complicada de se contornar: conscientizar o eleitorado da importância dessas reformas e também torcer para que desse eleitorado surjam nomes com aquele perfil descrito no parágrafo anterior. 

E como consciência política não se consegue através de decreto (ah como seria bom se um chefe de estado pudesse baixar um decreto no qual estivesse dito que a partir daquele dia todos os eleitores estariam conscientes de seu papel de cidadão e estava também educado politicamente!) não resta outra saída a não ser um árduo trabalho de formiguinha na tentativa de fazer essa consciência maior surgir nas mentes dos eleitores.

Os espíritas, em especial os kardecistas, possuem uma expressão que acho muito interessante: reforma íntima. Acredito que para se fazer uma ampla reforma política em nosso país será necessário uma ampla reforma íntima em cada eleitor. Somente assim é que poderemos atingir um nível mais elevado dos debates das grandes questões e na vida política de nosso país!!

Enfim, quem tem que colocar o guizo no gato da reforma política acaba sendo o eleitor!!! É nele que começa a grande mudança!!!
P.S.: publiquei este texto em minha página no Facebook em 2014.

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