[ Meditação acerca das prioridades em nosso país ]

O texto abaixo foi originalmente publicado em minha página no Facebook em 03 de abril de 2012. Relendo-o percebi que mesmo depois de cinco anos ele ainda continua atual.

Li em algum lugar que prioridade quer dizer: “Significa eleger o que vem em primeiro lugar, ou seja, o que mais importa para nós”.

Quero começar minha meditação tendo como fundamentação da mesma o significado da palavra PRIORIDADE. É muito importante que saibamos o que significam as palavras. Até parece que nos dias de hoje isso passou a não ser mais importante e o que mais vemos é a banalização de muitas palavras. Gente usa termos a torto e à direito, pensando que está dizendo algo, mas na verdade nada diz. Mas isso é tema para outra meditação…

Se prioridade é “eleger o que vem em primeiro lugar, ou seja, o que mais importa para nós”, pergunto: Qual é a prioridade de nosso povo? O que é prioritário para uma população como a nossa?

Esta meditação também foi motivada por um debate promovido pelo meu amigo Allysson Rister quando o mesmo intrigado perguntava afinal o que queria o povo do Ceará, haja visto que meu citado amigo observava que há muita resistência por parte de muitas pessoas a certos projetos do Governo do Estado, como por exemplo, o VLT de Sobral e o Acquario do Ceará.

Lendo os comentários que se seguiram (que infelizmente debandaram-se para o partidarismo e por conta disso o debate acabou virando discussão… Infelizmente, pois tinha tudo para ser um proveitoso debate de ideias…) me veio a mente as indagações acima citadas.

E aí continuei a meditar…

Será que não seria o melhor dos mundos, se nessa nossa Pátria de Chuteiras, primeiro resolvêssemos os problemas básicos de nossa população, que no meu entendimento (não sou especialista nem muito menos tenho estudos científicos para sustentarem minha tese, apenas estou colocando minhas observações feitas tanto em Sobral, como vendo através dos meios de comunicação) são:

  • Serviço de saúde pública e gratuita de boa qualidade;
  • Educação pública e gratuita de boa qualidade;
  • Segurança pública que realmente nos faça sentirmo-nos seguros;
  • Emprego digno para as pessoas, em especial para aqueles que tanto almejam entrar no mercado de trabalho.

Pronto, eis o que entendo que sejam as prioridades para a grande maioria da população desse imenso país chamado Brasil, e mais precisamente para a população desse Estado chamado Ceará e porque não dizer para essa cidade boa chamada Sobral!

Penso (e logo existo, como diria o filósofo) que se estas prioridades fossem tratadas como devem ser, que o poder público prioritariamente buscasse resolver essas questões, outros projetos como aqueles citados acima poderiam ter maior aceitação por parte da população.

Ainda em meus pensamentos passou o seguinte: “Como será que se sente uma pessoa que não pode contar com saúde pública gratuita e de boa qualidade para tratar-se, sem um sistema educacional público e gratúito de boa qualidade que realmente promova a educação de forma libertadora, como formação cidadã e não somente técnica, diante de um sistema de segurança pública que não atende as demandas e ainda tem a angustiante situação de não saber se terá emprego para si ou para os filhos, quando se depara com notícias de investimentos milionários (ou até mesmo bilionários) em estádios, e outros equipamentos para o entretenimento?”

Ou será que estou sendo pessimista demais em minha meditação? Será que já temos muito do que necessitamos prioritariamente e realmente é chegada a hora de pensarmos mesmo no futebol e outras coisas mais?

Será que minha visão está mesmo pequena, pois como diz a música, “a gente não quer só comida… a gente quer comida, diversão e arte”?!

Não estou querendo aqui dizer que sou contra diversão e arte, longe de mim dizer isso. Sei que o homem, como ser plural que é precisa mesmo de tudo isso.

A minha meditação também não é dirigida a partidos e partidários, mas somente às questões que ora entendemos como prioritárias!

Chega a ser cômico ter que explicar meu pensamento, mas outra constatação que tenho feito ultimamente é que o número de pessoas que entendem os códigos sintáticos (letras, palavras e construções frasais) mas não compreendem a semântica dos códigos (leem mas não entendem o que leram) está cada vez maior. Será preguiça de pensar? Isso também é assunto para outra meditação….

Escreva o que pensa a respeito...

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