[ Política & Religião ]

É interessante notar que duas coisas que aparentemente não tem nada em comum mesmo assim possuem similaridades.

Na política, assim como nas religiões, existem suas figuras divinas, que são adoradas pelos fiéis, ou melhor, pelos partidários.

Assim como na religião, as figuras divinas e adoradas da política são fruto da fé e devoção dos eleitores.

Quando na política alguém alcança o patamar de figura divina, uma das primeiras manifestações dos devotos, isto é dos correligionários, é o culto à imagem do político. Muitas e muitas histórias ou lendas surgem em torno daquele que agora é objeto de adoração dos partidários.

Semelhante à religião, quando o político se torna ser de adoração e veneração, ele passa a ser infalível e dono de sabedoria infinita. A verdade está sempre com ele.

Em muitas religiões quando alguém é contrário a um determinado credo passa ser visto como um infiel que deverá arder no fogo do inferno. Já na política que atingiu o status de religião, os adversários, aqueles que não comungam do mesmo catecismo político-doutrinário são igualmente vistos como merecedores do fogo do inferno. A diferença é que o inferno para os fiéis políticos deve ser em vida mesmo.

E assim, como há religiões fundamentalistas, há aqueles fundamentalistas políticos que em seu íntimo sonham em expurgar da face da Terra todos os infiéis para instalar a sua própria versão de Paraíso.

P.S.: este texto foi originalmente pulicado em minha página no Facebook em 12 de abril de 2015.

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