[ Homo Deus: Um Livro que Vale a Pena ser Lido – Parte Um ]

Faz algumas semanas que finalizei a leitura de Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, do mesmo autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade ambos escritos pelo professor israelense Yuval Noah Harari.

Esses dois livros são aqueles que vamos lendo e cada vez mais ficado encantados com tudo que lemos e que passamos a ter muita vontade de comentar o que estamos lendo com os demais.

Quero agora compartilhar com vocês alguns trechos de Homo Deus que marquei e que considero muito interessantes.

Em tempo… Recomendo a leitura dos livros para que você possa construir seu próprio juízo de valor.

Em 2012, aproximadamente 56 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro; 620 mil morreram em razão da violência humana (guerras mataram 120 mil pessoas, o crime matou outras 500 mil). Em contrapartida, 800 mil cometeram suicídio, e 1,5 milhão morreram de diabetes.23 O açúcar é mais perigoso do que a pólvora.

Simultaneamente, a economia global abandonou as bases materiais para se assentar no conhecimento.

A reação mais comum da mente humana a uma conquista não é satisfação, e sim o anseio por mais. Os seres humanos estão sempre em busca de algo melhor, maior, mais palatável.

Grande parte de nossa criatividade artística, de nosso comprometimento político e de nossa fé religiosa é alimentada pelo medo da morte.

No final do século XVIII, o filósofo britânico Jeremy Bentham declarou que o bem supremo é “a maior felicidade para o maior número de pessoas”. Ele concluiu que o único objetivo meritório do Estado, do mercado e da comunidade científica consistia em incrementar a felicidade global. Políticos deveriam assegurar a paz, homens de negócios deveriam estimular a prosperidade, e aos estudiosos caberia estudar a natureza — não para uma glória maior de um rei, de um país ou de Deus, e sim para que você e eu possamos usufruir uma vida mais feliz.

Quando Epicuro definiu a felicidade como o bem supremo, advertiu seus discípulos de que ser feliz exige trabalho duro.

No nível psicológico, a felicidade depende mais de expectativas do que de condições objetivas. Não ficamos satisfeitos com uma existência pacífica e próspera. Em vez disso, nosso contentamento resulta de a realidade corresponder a nossas expectativas.

Essa é a maior falha da evolução. Por gerações incontáveis nosso sistema bioquímico adaptou-se à necessidade de aumentar nossas probabilidades de sobrevivência e reprodução, não de promover nossa felicidade. O sistema bioquímico recompensa ações que levam à sobrevivência e à reprodução com sensações agradáveis. Mas se trata apenas de um artifício efêmero de venda.

Esse é o paradoxo do conhecimento histórico. Conhecimento que não muda o comportamento é inútil. Mas aquele que muda o comportamento perde rapidamente a relevância. Quanto mais dados tivermos e quão melhor compreendermos a história, mais rapidamente a história alterará seu curso, e mais rapidamente nosso conhecimento se tornará obsoleto.

O Homo sapiens reescreveu as regras do jogo. Essa espécie singular de macacos conseguiu mudar em 70 mil anos o ecossistema global de modo radical e sem precedente. O impacto que causamos já é comparável com o da idade do gelo e dos movimentos tectônicos. Em um século ele pode superar o do asteroide que exterminou os dinossauros 65 milhões de anos atrás.

Como foram muitos trechos que marquei no livro vou fazer uma espécie de série e ao longo do tempo vou compartilhando aqui. Caso contrário o post ficaria muito muito grande.

Em breve, publicarei a segunda parte!!!

😉

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