[ Sobre a Tirania – Mais Alguns Trechos ]

O que a grande pensadora política Hannah Arendt queria dizer com totalitarismo não era um Estado todo-poderoso, e sim a eliminação da diferença entre a vida privada e a vida pública.

O mais inteligente de todos os nazistas, o jurista Carl Schmitt, explicou em linguagem clara a essência do fascismo. A maneira de destruir todas as regras, declarou, é concentrar-se na ideia de exceção. Um líder nazista supera seus adversários construindo a convicção geral de que o momento presente é excepcional e, depois, transformando esse estado de exceção numa emergência permanente. A partir daí, os cidadãos trocam a liberdade real por uma falsa segurança.

As pessoas que lhe garantem que você só ganha segurança em troca da liberdade em geral querem negar-lhe ambas.

Quando os tiranos falam de extremismo, referem-se apenas a pessoas que não se encontram na corrente dominante naquele momento em particular.

Os autoritários de hoje também são gestores do terror, e se há alguma diferença é o fato de serem mais criativos.

Na política da eternidade, a sedução de um passo mítico nos impede de contemplar futuros possíveis. O hábito de concentrar-se na vitimização embota o impulso de autocorreção.

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