[ Relato de Uma Caminhada Pelo Centro da Cidade ]

É sério… Andar pela cidade é uma coisa boa. Felizes daqueles que podem andar, bater perna pela cidade. Mesmo que faça um certo calor nessa cidade, ainda vale muito a pena caminhar pela cidade.
 
Caminhando é que podemos de fato perceber coisas interessantes, histórias inusitadas ou apenas fazer observações banais de cenas que passam despercebidas por muitos. E este pequeno texto é um relato de uma dessas coisas banais da nossa vidinha igualmente banal…
 
Estava descendo pela Avenida Dom José, em direção ao Becco do Cotovelo. Enquanto aguardava o sinal para pedestres abrir e assim atravessar com segurança em cima da faixa, noto lá na outra calçada, na calçada oposta, uma cena. Ou melhor, o início de uma sequencia de cenas!!!
 
Lá na calçada oposta vejo duas mulheres com roupas completamente iguais!! Mas não eram somente as roupas que eram iguais!!! Os sapatos também eram iguais!!! As bolsas que elas usavam (mulher sem bolsa é quase um sacrilégio, né??!!). Seus óculos também eram iguais!!! Ah!!!! Seus cortes de cabelo idem!!!! Enfim, era como se eu tivesse tendo uma visão duplicada!!!!
 
Deduzi logo que tratava-se de irmãs gêmeas. Mas isso ainda me deixou espantado!!! Ora, caros leitores… O que me causou espanto!!!??? Pensava eu que esse lance de vestir-se igual, usar os mesmos sapatos, cortar o cabelo do mesmo jeito, enfim, ser figurinha repetida eram coisas que acabam ficando na infância de quem tem irmão gêmeo (confesso que quando criança sonhava em ter um irmão gêmeo…). Mas que nada. Aquelas duas mulheres que imagino terem aproximadamente uns trinta e poucos anos estavam ali na minha frente provando que eu estava errado.
 
Bom… Atravessei a rua, como era meu intento original e passei a acompanhar as gêmeas com meu passo. Enquanto tentava ultrapassá-las pois tinha pressa para chegar ao meu destino. Mas neste ínterim me diverti muito vendo a cara de espanto das pessoas que vinham em nosso sentido contrário. Algumas chegavam a dar aquela paradinha e olhadinha para trás quando as gêmeas passavam. Foi bem divertido. Fotografei cada expressão com a minha mente. Seria bom se pudéssemos “revelar” essas fotografias mentais.
 
Mas aí, na esquina da Domingos Olímpio com a Avenida Dom José, finalmente ultrapassei as gêmeas e segui meu rumo. Fiquei imaginando quanto mais admiração elas ainda proporcionaram a quem cruzava por elas…
 
😉

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