[ Parábola do Jovem Artista ]

Aquele jovem artista, que iniciava sua vida no mundo das artes, um dia encontrou um artista veterano e sábio.

Imediatamente o jovem artista pede um conselho ao veterano sábio. E este lhe diz:

“Se não quiseres ouvir ou saber de críticas ao teu trabalho jamais, jamais mostra-o ao público. Esconde-o do mundo. Tranca-o a sete chaves. Enterra-o na mais profunda cova. Oculta-o dos olhares e ouvidos dos demais!”

[ Tão previsível quanto… ]

– Tão previsível quanto episódio do Chaves. Em praticamente todo episódio do Chaves o Seu Madruga leva uma cacetada da d. Florinda e caso o seu filho Kiko esteja por perto ela dirá: “Vamos tesouro! Não se misture com essa gentalha””!

– Tão previsível quanto algum filme da série Sexta-Feira 13. Quem já viu um já viu todos. Sempre vão dar um jeito para o psicopata Jason reaparecer.

– Tão previsível quanto político que é acusado de algum crime. Sempre o político irá alegar que não é culpado de nada. Logo em seguida ele dirá que tudo não passa de perseguição política ou até mesmo de uma conspiração. O pior é quando o sujeito se defende de uma acusação, a qual ainda não foram apresentadas as devidas provas, com outras acusações igualmente sem provas reforçando a ideia de que ele é vítima de uma conspiração armada por seus desafetos.

😉

[ Alguns Princípios Norteadores ]

Tenho alguns princípios que norteiam a minha vida. Acho que, se não todo mundo mas muitas pessoas também possuem princípios norteadores.

Um dos meus princípios é: não idolatro pessoas nem muito menos as demonizo. Porém, posso tanto admirar como também considerar abomináveis suas ações, ideias e atitudes.

Pessoas, seres humanos são falhos. Se não fossem não seriam seres humanos, no mínimo seriam deuses ou outro tipo de entidade livre de máculas, perfeita em todos os sentidos. Assim sendo, evito devotar admiração ou ter horror a pessoas.

Assim sendo sou encantado pela obra de diversos artistas. Admiro o pensamento de diversos filósofos e outros pensadores, sejam eles de outras épocas ou atuais. Tenho apreço por atitudes de diversas pessoas do meio político, empresarial e acadêmico. Enfim, são as obras que ganham a minha admiração e encantamento.

Com essa postura tenho conseguido separar bem as criaturas das criações. E até evitar decepções e frustrações.

Portanto, deixo um pedido aos amigos que não possuem esse princípio norteador: por favor, não me peçam para idolatrar seus deuses e nem muito menos demonizar aqueles que vocês tem horror. Idolatrar ou demonizar pessoas não é comigo mesmo.

[ Controlar é Fascinante ]

É impressionante o fascínio que o ato de controlar exerce em nós, é algo ambidestro.

Ao exercermos controle sobre algo ou alguém e até seus plurais, acabamos por ter uma sensação de conforto, de tranquilidade. Afinal de contas, quando as coisas e pessoas estão sob nosso controle a previsibilidade aumenta e assim nos livramos do medo de que algo não previsto venha a acontecer.

E parece-me que esse fascínio por controlar é algo que está no íntimo de cada um de nós. Claro que em muitos esse desejo não vem à tona, fica mesmo adormecido. Porém bastam as condições ideais se fazerem presentes para que o gênio controlador se revele.

Observemos o mundo à nossa volta. A todo momento aparece alguém querendo nos controlar. Controlar o que vemos na TV, o que lemos, para onde vamos, o que comemos, com quem conversamos. Enfim, há sempre um controlador rondando à nossa volta.

Curioso que muitos desses controladores se valem dos mais puros motivos, as melhores das boas intenções. Geralmente dizem: “É para o seu bem e o bem de todos!!”

O controlador também se considera um ser especial, uma espécie de protetor dos demais e vê estes como crianças que precisam ser tuteladas pois nada sabem sobre o mundo à sua volta.

É preciso termos muito cuidado com os controladores pois da mesma forma que é fascinante controlar, ser controlado e não ter responsabilidade por seus atos também o é. Muitos de nós se sentiriam muito confortáveis sob um regime controlador desde que não mais precisassem ter preocupações para com suas vidas uma vez que o ente controlador já teria.

[ Paradoxo ]

Em uma sociedade cada vez mais narcisista percebo que tem faltado espelho para que os autoritários, os arrogantes, os que se consideram os primeiros humanos inteligentes da face da Terra, bem como os que acreditam ser a palmatória do mundo consigam se ver como tais.

Tá faltando espelho para os que adoram chamar os outros de fascistas consigam enxergar o fascista que existe neles mesmos.

Tá faltando espelho para a turma que vive reclamando de incitação ao ódio reconhecer quando ela mesma incita.

Tá faltando espelho para os que se consideram corretos demais enxergarem os seus próprios erros.

[ A Teoria da Ferradura sendo Comprovada ]

O discurso (abominável, diga-se de passagem) do “bandido bom é bandido morto” vem ganhando cada vez mais adeptos em ambos os espectros ideológicos baseados na lateralidade.

Cada vez que vejo alguém desejando a morte de outro por conta de algum delito, seja assassinato, seja roubo, seja corrupção ou qualquer crime, fica cada vez mais evidente a vitória do abominável discurso citado no primeiro parágrafo deste post.

E assim, a Teoria da Ferradura vem sendo comprovada…

[ Liberdade & Responsabilidade ]

Há quem diga que ao termos liberdade para fazer algo é importante lembrar que deveremos ter responsabilidade para com aquilo que fazemos com a nossa liberdade. Ou seja, devemos responder por nossos atos e suas consequências.

Aí surgem uns questionamentos: Será que estamos preparados para responder por nossos atos?

Será que sabemos lidar com a responsabilidade perante a liberdade?

Será que queremos de fato ter responsabilidade perante nossas ações? Não estou fazendo apologia ao fim da liberdade. Longe de mim fazer tal aberração.

O que quero chamar atenção é para o fato de que não podemos e nem devemos nos furtar às responsabilidades dos atos que praticamos usando como justificativa a nossa liberdade.

Talvez seja por não querer ter responsabilidade perante os atos que muitos ainda se sujeitam a serem tutelados por pretensos “líderes”. Pois no seu íntimo crêem que não possuem responsabilidade por seus atos, uma vez que vivem sob a tutela de algo ou alguém.

A palavra responsabilidade carrega no seu íntimo o verbo responder. Ou seja, quem é responsável é aquele que responde.

E convenhamos, é infinitamente mais confortável não ser responsável por nada do que nos acontece, mesmo que isso seja uma conseqüência de nossas escolhas, de nossas ações.