[ Desejos de Ano Novo ]

 Que parem de compartilhar e acreditar em fake news. Principalmente quando as fake news dão sustentação às suas ideologias.

– Mais amor e menos presunção de que sabe tudo, de que sempre está do lado certo da história

– Mais amor e menos Salvadores da Pátria cheios de conversas, prometendo resolver todos os problemas.

– Mais amor e menos bodes expiatórios para culparmos por NOSSOS erros

– Mais amor e melhores interpretações de texto.

– Mais amor e menos pensamentos binários! A vida é muito mais que direita x esquerda, nós  x eles.

– Mais amor e mais coerência entre os discursos e as práticas.

Que haja no mundo menos puxa-sacos, bajuladores, massageadores de ego e afins!!!

Que as pessoas comuns parem de idolatrar aqueles que são autoridades públicas, sejam do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário, seja de qualquer nível!!

– Que as pessoas leiam mais!!!!

Há de se fazer algumas considerações aqui:

1. A leitura a que me refiro não se limita a decodificação de letras e palavras. A leitura que desejo vai muito além disso. Ela engloba compreensão do que se leu.

2. Ler não somente o que está devidamente escrito, explícito mas também procurar ler o que está nas entrelinhas ou até mesmo em contextos mais subjetivos. Ir mais a fundo na leitura!

3. Ler a realidade a sua volta. Fazer uma leitura crítica do mundo que o cerca. Ler as mensagens que são passadas através das ações (e também das não ações) de diversos entes.

[ Parábola do Jovem Artista ]

Aquele jovem artista, que iniciava sua vida no mundo das artes, um dia encontrou um artista veterano e sábio.

Imediatamente o jovem artista pede um conselho ao veterano sábio. E este lhe diz:

“Se não quiseres ouvir ou saber de críticas ao teu trabalho jamais, jamais mostra-o ao público. Esconde-o do mundo. Tranca-o a sete chaves. Enterra-o na mais profunda cova. Oculta-o dos olhares e ouvidos dos demais!”

[ Aniversário Surpresa ]

Estava me preparando para iniciar a aula de Matemática Discreta, a última aula do ano. 

Comecei a perceber uma movimentação diferente entre meus alunos. Eles passavam apressados para outra sala e também lançavam-me aquele olhar de criança quando está aprontando alguma coisa. Achei que eles estavam tramando alguma coisa para fazer com a turma do 1o período. Jamais imaginei que o “alvo” fosse eu…

Assim… Fui convocado para outra sala para ajudar a resolver um problema lá. Quando lá cheguei descobri o que meus queridos padawans estavam aprontando!!! Uma festinha surpresa pra mim que aniversario amanhã!!!

Fiquei emocionado!!! Fiquei feliz!!! Fiquei agradecido pelo carinho de todos eles!!!

Nesses momentos é que a profissão de professor ganha um plus, um brilho a mais!!! 

Quero deixar aqui registrado o meu agradecimento a todos os envolvidos nessa surpresa!!! E aproveito para desejar a todos um Natal Feliz e um Novo Ano cheio de coisas boas. 

Ah… Em fevereiro o semestre letivo recomeça!!!! Descansem bem e aproveitem as férias!!!

Beijos no coração de todos!!!

😍😍😍😍😍😍

[ Ordem trocada ]

Quando se tem pouco ou quase nenhum conhecimento em certos assuntos é comum acreditar que o efeito vem antes da causa, quando o natural, o que de fato acontece é justamente o contrário: todo efeito é precedido por uma ou várias causas.

Tão ruim quanto acreditar que o efeito vem antes da causa é achar que há efeitos sem causas. Não tem como. As Leis da Física não permitem.

Compreender as causas de um efeito, identificar essas causas e não aceitar que seja possível efeitos sem causas ajuda em muito a ver melhor o mundo e suas complexas relações dos inúmeros agentes. Ajuda a não ser enganado por quem tem interesse na confusão de conceitos. Por incrível que pareça, no jogo de interesses que permeia as relações humanas há muitos que jogam com a confusão entre causa e efeito.

[ Choque de Gerações ]

 
Estavam dividindo aquela mesa redonda, numa biblioteca, um professor de 42 anos de idade e um jovem que aparentava ter pouco mais de 19 anos. O professor já ocupava a mesa fazia algum tempo. O estudante chegou e desastradamente bateu na mesa, e logo pediu desculpas pelo malfeito.
 
A mesa que os dois dividiam era daquelas que quando você se apoia nela ou a toca com pouca delicadeza, balança. Dependendo da falta de delicadeza, a mesa balança muito.
 
Tanto o professor como o estudante estavam diante notebooks.
 
Acontece que o jovem estudante, como muitos jovens estudantes, parecia ser uma pessoa ansiosa, bastante ansiosa. Poderia ser que ele estivesse estudando para uma prova ou talvez o que ele estudava não estava sendo bem compreendido. Enfim, o estudante constantemente batia na mesa, o que provocava um certo tremor na tela do notebook do professor. Digitava com certa fúria que também provocava movimentos na mesa.
 
Quando o estudante não batida na mesa ele empurrava alguma cadeira próxima com algum movimento dos pés. Sim, haviam duas cadeiras vazias e era visível o temor do professor que mais dois estudantes igualmente nervosos resolvessem vir até aquela mesa compartilhar o espaço.
 
O professor tentava ler uma dissertação. A leitura não era das mais prazerosas. Não era como ler um romance, ou obra do gênero. Ler dissertações, dizia aquele professor, fazia parte dos ossos do ofício. Mas não era tão ruim quanto corrigir provas.
 
E o tempo foi passando e o estudante ansioso ficava cada vez mais ansioso e cada vez se mexia mais e abria e folheava um livro na esperança de encontrar a iluminação que insistia em não vir.
 
Nisso, o professor de 42 anos, com alguns cabelos brancos, não somente na cabeça mas na barba também, já um tanto incomodado com os tremores da tela do seu notebook, pensava e refletia: “Será que com o passar dos anos vamos ficando mais impacientes e incomodados?! Ou será que é maldade minha não me compadecer do estado de espírito dessa pobre alma que está à procura da luz através dos livros!?”