[ Mistificar ]

Pessoas… Cês já se deram conta de que nós, em geral, somos fissurados em mistificar as coisas?!?!

Seguinte… Isso deve ser algo bem ancestral, coisa do tempo em que vivíamos pelas savanas africanas, tentando todo dia sobreviver. Nossos ancestrais muito provavelmente tentavam entender o mundo ao seu redor através da criação de figuras idealizadas, que só existiam em sua imaginação.

Bem… Com o passar do tempo, penso eu, isso foi evoluindo, surgiram as mitologias, os deuses e tudo o mais.

Acontece que sinto que exegeramos e hoje em dia criamos mistificações com seres de carne e osso, como nós, e que são tão ou mais imperfeitos que nós!!!

Seguinte… Não falta ao imaginário do eleitorado médio a figura de um político ou grupo político que salvará a todos e resolverá senão todos mas pelo menos boa parte de toda essa bagunça em que estamos metidos!!!

Caras… Isso é ingênuo demais!!!

E nessas eleições, seja à direita seja à esquerda, estamos cercados de seres mistificados por nós mesmos, com soluções para tudo. E seus fiéis devotos são incapazes de reconhecer sua humanidade e por consequente suas limitações e falhas.

[ Missão ]

Quando a campanha eleitoral começa noto que uma das missões dos apoiadores de candidatos é apresentar justificativa para toda e qualquer ação dos candidatos.

Por mais estapafúrdia que seja a ação dos candidatos sempre haverá um rosário de apoiadores tentando a todo custo justificá-la.

O malabarismo retórico é o mais divertido. A turma de apoiadores consegue muitas vezes subverter a lógica criando a sua própria versão da realidade.

É fácil identificar a tentativa de justificar a lambança. As justificativas geralmente começam com frases do tipo: “Vaja bem…”, “Não foi bem assim…”, “Você não entendeu, na verdade é isso…”.

E não adianta mostrar para o apoiador de candidato que ele está tentando adequar a realidade à sua visão de mundo pois quando a paixão toma de conta da pessoa não tem mais jeito.

[ Reflexões Matemáticas – O Conjunto Vazio e o seu Conteúdo ]

O conjunto vazio é aquele que não possui conteúdo. Certo?! Errado!!! O conteúdo do conjunto vazio é o vazio!! Ideiazinha complicada de se aceitar, né?!?!

Como pode?! O vazio é o nada!

Errado!! O vazio é algo! É o vazio!

Quanto retiramos todos os elementos de todo e qualquer conjunto só nos restará o vazio. Por isso que o conjunto vazio é subconjunto de todo e qualquer conjunto.

O vazio é Universal!

O vazio está em todo lugar! Basta retirar tudo que há em um lugar e sempre o que nos restará será o vazio!

O vazio está até em nossa mente. Limpe sua mente de qualquer pensamento. Só restará o vazio mental.

O vazio, como podemos observar, é o fim de tudo…

😉

[ Grandes Frustrações ]

O sujeito fica louco, com raiva de tudo e de todos, esbraveja, falta soltar raios pelos olhos de tanta ira somente porque aquela teoria que ele levou tanto tempo formulando não está sendo seguida à risca pela realidade.

Ele bate o pé e grita dizendo que a realidade nunca aprende, que ela insiste em não seguir a teoria que ele criou.

“A culpa é toda da realidade!!!! É ela que insiste em não me obedecer!!! Se ela tivesse seguido a minha teoria não estaríamos neste estado!!! Maldita realidade que não me obedece!!!”, diz o sujeito encolerizado e espumando de tanta raiva.

E assim o sujeito vai tocando sua vida sempre lastimando o fato da realidade nunca se adequar à sua teoria que ficou tão boa, tão perfeita, tão primorosa.

Maldita realidade…

[ Entendendo um pouco mais sobre o apego ao conjunto de opiniões que cada um constrói para si ]

Em 1620, Francis Bacon afirmou que, “a compreensão humana, após ter adotado uma opinião, coleciona quaisquer instâncias que a confirmem, e ainda que as instâncias contrárias possam ser muito mais numerosas e influentes, ela não as percebe, ou então as rejeita, de modo que sua opinião permaneça inabalada”. Esta citação encontrei no livro O Andar do Bêbado, de Leonard Mlodinow.

Já faz algum tempo que tenho me esforçado para compreender as pessoas (por que fulano pensa assim? O que o leva a ter esse ponto de vista?) e não simplesmente colocar um rótulo nelas por conta de suas opiniões ou pontos de vista. E nessa busca eis que estudar como a aleatoriedade e a probabilidade exercem influência em nossas vidas – tema central do livro onde pincei essa citação – tem me ajudado bastante.

Depois que o autor cita essa frase de Francis Bacon ele disserta um pouco mais sobre como funciona em nossas mentes esse apego àquilo que temos como sendo nossas verdades pessoais. Vejamos o que ele nos diz:

“Para piorar ainda mais a questão, além de buscarmos preferencialmente as evidências que confirmam nossas noções preconcebidas, também interpretamos indícios ambíguos de modo a favorecerem nossas ideias. Isso pode ser um grande problema, pois os dados muitas vezes são ambíguos; assim, ignorando alguns padrões e enfatizando outros, nosso cérebro inteligente consegue reforçar suas crenças mesmo na ausência de dados convincentes. Por exemplo, se concluirmos, com base em indícios instáveis, que um novo vizinho é antipático, quaisquer ações futuras que possam ser interpretadas dessa forma ganharão destaque em nossa mente, e as que não possam serão facilmente esquecidas. Ou então, se acreditamos num político, damos-lhe o mérito pelos bons resultados que obtiver, e quando a situação piorar, jogamos a culpa no outro partido, reforçando assim nossas ideias iniciais”.

Vejam que esse segundo trecho acaba nos explicando diversos padrões de comportamento nossos e de pessoas conhecidas. Quantos e quantos de nós não nos apegamos a ideias preconcebidas a cerca de algo ou de alguém e assim julgamos esse algo ou esse alguém tão somente baseados nessas ideias preconcebidas e pior ainda é que isso pode fazer com que nos fechemos à opiniões que contrariem esse nosso conceito preconcebido.

E para fechar esse post, vejamos mais um trecho do livro onde o autor dá mais algumas explicações sobre esse comportamento de nosso cérebro e nos mostra como não se deixar levar por isso:

“A evolução do cérebro humano o tornou muito eficiente no reconhecimento de padrões; porém, como nos mostra o viés da confirmação, estamos mais concentrados em encontrar e confirmar padrões que em minimizar nossas conclusões falsas. Ainda assim, não precisamos ficar pessimistas, pois temos a capacidade de superar nossos preconceitos. Um primeiro passo é a simples percepção de que os eventos aleatórios também produzem padrões. Outro é aprendermos a questionar nossas percepções e teorias. Por fim, temos que aprender a gastar tanto tempo em busca de provas de que estamos errados quanto de razões que demonstrem que estamos certos”.

Isso explica porque aqui no mundo facebookeano – e fora dele – vemos tantas pessoas defendendo inúmeras bandeiras e ideologias e elas sempre expõe argumentos, fontes, sites e até mesmo JPEGs, que confirmem aquilo que elas defendem e acreditam. Particularmente nunca vi alguém apresentar uma prova por refutação!!!

😉

[ Faz Pessoas Mais Inteligentes ]

Os itens abaixo são algumas coisas que podem ser capazes de tornar alguém mais inteligente!

  1. Aprender uma segunda língua.
  2. Aprender a tocar um instrumento musical.
  3. Aprender a dançar.
  4. Aprender uma arte marcial.
  5. Aprender a pintar.
  6. Ler textos de difíceis até conseguir compreendê-los e depois escrever uma resenha crítica.
  7. Estudar obras de artes e depois escrever um resumo sobre o que foi estudado.
  8. Assistir filmes e depois escrever resumos dos mesmos.
  9. Viajar para conhecer novas culturas e conversar com as pessoas dos locais visitados.
  10. Preparar e ministrar aulas.

Agora, um único item que não torna ninguém inteligente:

SE ORGULHAR DE NÃO GOSTAR DE COPA DO MUNDO E FALAR MAL DE QUEM GOSTA!!

😉

[ Os Fiscais Abundam ]

É Fiscal da Revolta Alheia (“Aaahhh… Você tá revoltado com isso mas não ficou com aquilo!!!”).

É Fiscal da Dor Alheia (“Aaaaahhhh chora por essa tragédia, muda a foto do perfil mas não fez nada naquela outra!!!!”).

E agora tem mais um um, o Fiscal da Copa do Mundo (“Aaaaaahhhhh, como é que pode torcer por seleção estando o país desse jeito!??”).

É fiscal pra todo gosto dentro e fora da Caverna do Facebook!!!!

A abundância de fiscais da vida alheia me faz concluir que a a turma realmente não compreendeu quando JC, o cabeludo nazareno, disse “vigiai”!!! A moçada ao invés de vigiar a própria vida prefere vigiar a vida dos outros!!!

Fico impressionado como se gasta tempo com isso!!! Tempo esse que poderia ser melhor usado, como ppr exemplo, capinando um lote!!!

Mas enfim, cada um faz o que acha que é mais importante com o tempo e com a vida que tem.

Até que chegam a ser hilários e engraçados estes fiscais!!!