[ A Origem ]

Já imaginou se todo advogado exigisse que seus clientes justificassem a origem do dinheiro que será usado para pagar seus honorários?!?

Imagina só que “loucura” seria se advogados não aceitassem clientes que não conseguissem apresentar origem lícita do dinheiro que irão usar para pagar os honorários!?!?

Seria muito “lôko” o seguinte diálogo:

– Dr. você pode aceitar a minha causa?!?

– O dinheiro com o qual você pagará meus honorários é de origem lícita, legal?!?!

– Bem… Dr…. Cê sabe… Não é bem assim 100% legal…

– Infelizmente não posso aceitar sua causa. Me sentiria sendo seu cúmplice e não seu advogado!!! Passar bem…

[ Advogados x Cientistas ]

É preciso saber antes:
Este post tem como objetivo apenas e tão somente mostrar duas diferentes abordagens para se chegar a verdade. Não é intenção do post apontar qual a melhor estratégia ou denegrir a maneira de pensar de alguém.

Agora que já expliquei qual o objetivo deste post vamos ao próprio!!!

Quando li Subliminar, de Leonard Mlodinow, me deparei com essa diferença na maneira de buscar a verdade.

Os advogados em geral, quando buscam a verdade, vamos dizer melhor, quando eles estão defendendo os interesses de um cliente, geralmente partem de uma conclusão e depois vão buscando evidencias que apoiem essa conclusão ao mesmo tempo que tentam desacreditar as evidências em desacordo.

Vamos a um exemplo bem simples: alguém está sendo acusado de algo e procura um advogado para lhe defender. Em geral, qual é a primeira conclusão que o advogado constrói? Que seu cliente é inocente! Afinal de contas, sempre ouvimos aquela máxima que diz que todos são inocentes até que se prove o contrário. E o que vai acontecendo ao longo do processo? O advogado vai reunindo evidências que sustentem a sua tese e ao mesmo tempo desconstrua qualquer outra tentativa de mostrar o contrário.

A verdade que o advogado busca provar ele já definiu no início do processo.

Ok! Compreendido?!

E o cientista, como busca a verdade?

Os cientistas reúnem evidências, buscam regularidades, formam teorias que expliquem suas observações e as verificam. Depois desse processo é que ele deve chegar a uma verdade.

A verdade que o cientista busca nem sempre está clara no início do processo. Vamos dizer que ela vai se descortinando ao longo do mesmo. Muitas vezes ele nem sabe ao certo que verdade é essa que ele busca.

Assim, podemos dizer que em muitas ocasiões agimos como advogados e em outras como cientistas.

Ao longo de muitas campanhas políticas vi inúmeros amigos agirem mais como advogados do que como cientistas, já que boa parte começava as defesas de seus candidatos a partir de conclusões já um tanto quanto solidificadas em suas mentes e corações. E a partir daí buscavam mostrar aos demais, através de evidências que sustentassem suas verdades que eles estavam certos. Bem como desconstruiam, ou tentavam desconstruir, todas as evidências em contrário!

Acredito que é preciso mesclar ambas as metodologias. Especialmente quando se trata de analisar contextos políticos.

😉