[ Acidentes e as Teorias da Conspiração ]

É tradição!!! É tradição!! Toda vez que acontece algum acidente que comove muita gente, na mesma velocidade que surgem as mensagens de pesar pintam também as Teorias da Conspiração elaboradas para solucionar o caso antes mesmo de qualquer investigação ser iniciada.

As Teorias da Conspiração facilmente ganham adeptos porque elas apresentam respostas para todas as dúvidas. Todas mesmo! Apesar de ninguém explicar como se chegou a essas conclusões.

O pior das teorias conspiratórias é que elas, ou melhor, seus criadores simplesmente ignoram inúmeros fatos ou deixam de explicar outros tantos para que a sua teoria possa fazer sentido. É aquele lance de ajustar a realidade à teoria quando o método científico prega justamente o contrário: ajustar a teoria aos fatos. Sim, investigação de acidentes requer método científico sim!

E com o advento das redes sociais e nossas bolhas de consenso as Teorias da Conspiração ficaram mais potentes ainda. Quem não possui alguma boa dose de ceticismo e também de pensamento racional vira presa fácil para as teorias conspiratórias.

Canja de galinha e prudência não faz mal a ninguém. Portanto, antes de sair por aí acreditando, e pior, espalhando teorias da conspiração que apresentam as mais estapafúrdias explicações para algo que ainda sequer começou a ser investigado é saudável controlar os dedinhos e a língua.

P.S.: a criação deste texto foi motivada pela notícia do tráfico acidente que hoje, 11 de fevereiro de 2019, tirou a vida do jornalista Ricardo Boeachat.

[ Faz Pessoas Mais Inteligentes ]

Os itens abaixo são algumas coisas que podem ser capazes de tornar alguém mais inteligente!

  1. Aprender uma segunda língua.
  2. Aprender a tocar um instrumento musical.
  3. Aprender a dançar.
  4. Aprender uma arte marcial.
  5. Aprender a pintar.
  6. Ler textos de difíceis até conseguir compreendê-los e depois escrever uma resenha crítica.
  7. Estudar obras de artes e depois escrever um resumo sobre o que foi estudado.
  8. Assistir filmes e depois escrever resumos dos mesmos.
  9. Viajar para conhecer novas culturas e conversar com as pessoas dos locais visitados.
  10. Preparar e ministrar aulas.

Agora, um único item que não torna ninguém inteligente:

SE ORGULHAR DE NÃO GOSTAR DE COPA DO MUNDO E FALAR MAL DE QUEM GOSTA!!

😉

[ Ainda Bem ]

Ainda bem que há tempos o professor vem deixando de ser o dono do monopólio do saber em sala de aula e cada vez mais os estudantes possuem acesso às mais diversas e diferentes fontes de informação e conhecimento.

Fico feliz com essa constatação porque tenho ficado muito chocado com a quantidade crescente de portadores de diploma de doutorado, muitos já com pelo menos quatro décadas de existência neste pálido ponto azul, que vivem falando asneiras dentro e fora das redes sociais, que acreditam e compartilham fake news de maneira absurda (desprezando assim qualquer rigor quanto às fontes), que estão mais e mais presos à teorias da conspiração extremamente amalucadas, que desenvolvem inúmeros pensamentos carregados de viés de confirmação. Sem falar na cegueira coletiva que se abate sobre estas pessoas quanto ao reconhecimento destas condições, além da grande crença em teorias manipuladoras alucinadas.

Mesmo com a crescente perda do monopólio do conhecimento por parte dos professores, o estrago que esse grupo descrito no segundo parágrafo faz nos corações e mentes de muitos jovens estudantes ainda é grande, pois ainda tem muito estudante que tem receio de duvidar de seus professores. Além do mais, muitos estudantes percebem seus mestres como Mestres Iluminados de fato.

[ Tempos Obscuros ]

Tentar compreender um fenômeno social, enxergar as suas causas e vislumbrar as consequências não necessariamente significa que quem emprende essa tarefa esteja concordando com o tal fenômeno, que esteja lhe apoiando.

Sei não… Mas quando a tarefa de compreender algo passa a ser combatida sinto que o obscurantismo está com tudo mesmo.

Quem nega ao outro a compreensão de algo, penso eu, quer mesmo é que esse outro não tenha acesso ao conhecimento e muito menos à verdade dos fatos.