​[ Dois Discursos ]

Em geral, os chamados líderes políticos mais tradicionais, esses que há anos vem fazendo da política seu meio de vida em nosso país, possuem dois discursos:

1. O Discurso para As Massas: é aquele usado para entusiasmar a militância, fazer o pessoal pegar em lanças e bandeiras, gritar a plenos pulmões na época das campanhas, brigar com a militância adversária, enfim, é o discurso público. Geralmente esse dicurso é carregado de sonhos, ideais, muito O QUE FAZER e nada de COMO FAZER.

2. O Discurso Oculto: esse, como o próprio nome dá a entender, não é voltado para as massas, para a grande militância. É muito mais pragmático que o primeiro discurso. Esse dicurso oculto é aquele que será de fato posto em prática. Claro que com alguma maquiagem para poder ficar parecido com o primeiro. Esse segundo discurso é justamente aquele que é acertado somente entre a elite que vai de fato tocar o poder caso o primeiro discurso seja vencedor nas urnas. Esse discurso oculto é muito mais fácil de ser colocado em prática do que o anterior, uma vez que ele é pragmático e não idealista.

O interessante é que como somos dados a acreditar em tudo aquilo que condiz com nossos sonhos e desejos, nem nos damos conta de que o primeiro discurso é apenas e tão somente uma encenação, posta em prática para ludibriar o eleitorado mais apaixonado, mais crente, mais encantado… É através do discurso voltado para as massas que o caminho para a realização do discurso oculto é devidamente pavimentado.

E segue o enterro…

[ Qual a Verdade? ]

“Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que diz como não são”, Platão, em Crátilo.

Essa frase ouvi numa das aulas de Teoria do Conhecimento II no Curso de Filosofia.

Impressionante como ela se aplica a um sem número de coisas em nossa vida. Afinal de contas vivemos em busca de verdades.

Fazendo um recorte para tentar aplicar essa frase a um campo bem específico, no caso a política, me surgem algumas dúvidas:

– Qual será a verdade que um candidato quer passar para seus eleitores?

– E depois de eleito, qual será a verdade que ele vai colocar para aqueles que estão sob a tutela de suas decisões?

– Haverá graus de verdade tanto no discurso situacionista como no oposicionista? Se realmente houver graus de verdade tanto no discurso situacionista como no oposicionista, como devemos fazer para de cada um poder separar a verdade das coisas como são e aquilo que fala das coisas como elas não são?

Atualmente essa última questão é quem mais ronda meus pensamentos. Ora vejo analistas, jornalistas e políticos tecendo críticas ferrenhas à política econômica do nosso país e ao mesmo tempo vejo ministros, políticos e até mesmo a presidente dizendo que isso é exagero, que as contas estão sob controle, que a inflação está domada, dentre outros discursos tranquilizadores.

Afinal, onde está a verdade ou que graus de verdade podemos ter de cada discurso acerca da nossa economia?

[ Verdade e Política ]

​”Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que diz como não são”. Platão, em Crátilo

Essa frase ouvi numa das aulas de Teoria do Conhecimento II no Curso de Filosofia.

Impressionante como ela se aplica a um sem número de coisas em nossa vida. Afinal de contas vivemos em busca de verdades.

Fazendo um recorte para tentar aplicar essa frase a um campo bem específico, no caso a política, me surgem algumas dúvidas: 

– Qual será a verdade que um candidato quer passar para seus eleitores?

– E depois de eleito, qual será a verdade que ele vai colocar para aqueles que estão sob a tutela de suas decisões?

– Haverá graus de verdade tanto no discurso situacionista como no oposicionista? Se realmente houver graus de verdade tanto no discurso situacionista como no oposicionista, como devemos fazer para de cada um poder separar a verdade das coisas como são e aquilo que fala das coisas como elas não são?

Atualmente essa última questão é quem mais ronda meus pensamentos. Ora vejo analistas, jornalistas e políticos tecendo críticas ferrenhas à política econômica do nosso país e ao mesmo tempo vejo ministros, políticos e até mesmo a presidente dizendo que isso é exagero, que as contas estão sob controle, que a inflação está domada, dentre outros discursos tranquilizadores.

Afinal, onde está a verdade ou que graus de verdade podemos ter de cada discurso acerca da nossa economia?
P.S.: este texto foi publicado originalmente em minha página no Facebook em 06 de julho de 2013.