[ Contrainformação: uma arma muito utilizada em períodos eleitorais ]

Caros amigos, eis um pequeno resumo das estratégias de contrainformação que podemos detectar quando estamos em algum debate ou discussão, seja aqui no mundo virtual seja fora dele.

Essas estratégias de contrainformação também podem ser identificadas como algumas das mais famosas falácias lógicas. Aliás, argumentos falaciosos são divinas peças de contrainformação.

A expressão contrainformação já diz tudo sobre qual o seu objetivo: não é informar é mesmo é desinformar. E quanto mais desinformação melhor para quem propaga a tal desinformação.

E como estamos vivendo o início do período eleitoral em nosso país todo cuidado é pouco com relação àquilo que nos chega seja através das redes sociais, seja através dos noticiários, seja através dos candidatos e seus apoiadores!!!

Conhecer um pouco mais sobre estratégias de contrainformação e também sobre as falácias lógicas nos fará ficar mais atentos e diminuirá as chances de sermos vítimas ou mesmo ferramentas para difusão das mesmas!!!


  • Apelo ao medo – Um público que tenha medo está em situação de receptividade passiva e admite mais facilmente qualquer tipo de doutrinação ou a ideia que se lhe quer incutir; recorre-se a sentimentos instalados na psicologia do cidadão por preconceitos escolares e de educação, mas sem razões nem provas.
  • Apelo à autoridade – Citar personalidades importantes para sustentar uma ideia, um argumento ou uma linha de conduta e negligenciar outras opiniões.
  • Testemunho – Mencionar dentro ou fora de contexto casos particulares em vez de situações gerais para sustentar uma opção política.
  • Efeito acumulativo – Persuasão do auditório para adotar uma ideia insinuando que um movimento de massas irresistível e implacável está já comprometido no seu apoio, embora tal seja falso.
  • Redefinição e revisionismo – Consiste em redefinir as palavras ou falsificar a história de forma parcial para criar uma ilusão de coerência.
  • Procura de desaprovação ou pôr palavras na boca de alguém – Relacionada com o anterior, consiste em sugerir ou apresentar uma ideia ou ação que seja adotada por um grupo adverso sem a estudar verdadeiramente. Afirmar que um grupo tem uma opinião e que os indivíduos indesejáveis, subversivos ou reprováveis a têm também. Isto predispõe os demais a mudar a sua opinião.
  • Uso de generalidades e palavras virtuosas – As generalidades podem provocar emoção intensa no auditório. O amor à pátria e o desejo de paz, de liberdade, de glória, de justiça, de honra e de pureza permitem assassinar o espírito crítico do auditório, pois o significado destas palavras varia segundo a interpretação de cada indivíduo, mas o seu significado conotativo general é positivo e por associação os conceitos e os programas do propagandista serão percebidos como grandiosos, bons, desejáveis e virtuosos.
  • Imprecisão intencional – Referir fatos deformando-os ou citar estatísticas sem indicar as fontes ou todos os dados. A intenção é dar ao discurso um conteúdo de aparência científica sem permitir analisar a sua validade ou a sua aplicabilidade.
  • Transferência – Esta técnica serve para projetar qualidades positivas ou negativas de uma pessoa, entidade, objecto ou valor (indivíduo, grupo, organização, nação, raça, etc…) sobre algo para fazer isto mais (ou menos) aceitável mediante cargas emotivas.
  • Simplificação exagerada – Generalidades usadas para contextualizar problemas sociais, políticos, económicos ou militares complexos.
  • Quidam – Para ganhar a confiança do auditório, o propagandista emprega o nível de linguagem e as maneiras e aparências de uma pessoa comum. Pelo mecanismo psicológico de projeção, o auditório encontra-se mais inclinado a aceitar as ideias que se apresentam deste modo, já que quem as presenta parece-lhe semelhante.
  • Estereotipagem ou etiquetagem – Esta técnica utiliza os preconceitos e os estereótipos do auditório para conseguir a adesão a algo.
  • Bode expiatório – Lançando anátemas de demonização sobre um indivíduo ou um grupo de indivíduos, acusado de ser responsável por um problema real ou suposto, o propagandista pode evitar falar dos verdadeiros responsáveis e aprofundar o problema.
  • Uso de chavões (slogans) – Frases breves e curtas, fáceis de memorizar e reconhecer e que permitem deixar um traço em todos os espíritos, de forma positiva, ou de forma irónica: “Bruto é um homem honrado”, por exemplo.
  • Eufemismo ou deslize semântico – Substituição de uma expressão por outra retirando-lhe todo o conteúdo emocional e esvaziá-la do seu sentido: “interrupção voluntária da gravidez” em vez de aborto induzido, “solução habitacional” em vez de habitação, “limpeza étnica” por matança racista. Outros exemplos, “danos colaterais” em vez de vítimas civis, “liberalismo” em vez de capitalismo, “lei da selva” em vez de liberalismo, “reajuste laboral” em vez de despedimento, “solidariedade” em vez de imposto, “pessoas com preferências sexuais diferentes” em lugar de homossexuais, “pessoas com capacidades diferentes” em lugar de deficientes e “relações impróprias” em vez de adultério.
  • Adulação – Uso de qualificativos agradáveis, por vezes sem moderação, com a intenção de convencer o receptor: “Você é muito inteligente, deveria estar de acordo com o que lhe digo”.

[ Sugestão Para Candidatos a Candidatos ]

Para conquistar o meu voto, e penso que o de mais outros tantos que compartilham comigo certas visões de mundo, o candidato poderia, inicialmente, não tentar desconstruir a imagem de seus adversários, opositores e apoiadores dos mesmos. Isso já seria um grande começo.

Em seguida, este candidato poderia concentrar sua energia mental e intelectual para construir um conjunto de propostas interessantes, factíveis e, principalmente, OBJETIVAS!!!! Nada de devaneios. O importante, a meu ver, será o candidato explicar COMO pretende realizar suas propostas. Apenas ficar no O QUE pretende fazer é lugar comum, não é nenhuma novidade. Isso qualquer um faz.

A terceira coisa que me faria prestar atenção em um candidato a alguma coisa é o fato dele e de seus cabos eleitorais não emporcalharem a cidade com seus “santinhos”, panfletos, cartazes e muito menos utilizar aquelas pessoas que ficam balançando bandeiras ao relento.

Essas iniciativas já seriam suficientes para chamar a minha atenção e despertar o meu interesse em, quem sabe talvez, votar nesse candidato.

[ Os Novos Doadores de Campanhas Eleitorais ]

De acordo com a nova regra, as doações para as campanhas políticas deste ano só podem ser feitas por pessoas físicas. Não serão permitidas doações de empresas.

Não será surpresa que, de uma hora para outra, funcionários efetivos, contratados, terceirizados ou não, de prefeituras, bem como seus familiares, assim como funcionários (e seus familiares) de empresas que vendem ou prestam serviços para prefeituras se tornem generosos doadores de campanhas eleitorais de candidatos apoiados por prefeituras!!

Creio que até um novo mercado surgirá: o aluguel de CPFs!!!

Enfim, a Justiça Eleitoral deverá ter muito trabalho!!!

[ O Lado Bom ]

O lado bom das redes sociais, tais como a Caverna do Facebook, serem usadas por candidatos a candidatos (sim, candidato a candidato. Pois até as convenções ninguém é candidato de fato!!) para exporem seus pensamentos é que já podemos ver o festival de abobrinhas, bobagens, argumentos mal construídos, informações pra lá de falaciosas e até mesmo maliciosas que os mesmos já publicam. E o mais dramático é perceber que os mesmos recebem apoio em suas falas. Há sempre uma claque para lhes aplaudir, com likes, ou comentários rasos e vazios do tipo, “muito bem!”, “é isso aí”, “dei valor”, “concordo”. Sempre numa atitude de concordância bovina…

Sei que uma campanha política muito dificilmente será uma espécie de debate acadêmico, onde os participantes falam com algum embasamento e também cordialidade. Mas bem que os candidatos a candidatos poderiam dar uma melhorada nisso.

É uma tristeza ver esses previews, estas amostras de como será o pleito este ano. Uma pobreza de ideias descomunal, creio.

Fico feito Diógenes, o Cínico, com uma vela acesa ao sol do meio dia, procurando por alguma novidade de fato entre esses candidatos a candidatos. Mas não encontro…

Lamentável…

[ Previsões para as eleições de 2016 ]

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Décima Segunda Previsão

Em muitas cidades será observado o seguinte fenômeno: inúmeras obras que até o ano passado vinham sendo executadas com uma certa celeridade irão, misteriosamente, diminuir seu ritmo e em muitos casos, até mesmo serem paralisadas completamente.

Por conta desse fenômeno a população irá reclamar muito e se mostrar incomodada.

Quando o pleito eleitoral ficar mais próximo as obras que estavam em ritmo lento ou paralisadas irão, misteriosamente, ganhar um novo ritmo, isto é, muita celeridade, e até mesmo haverá inaugurações fazendo a alegria da população que imediatamente esquecerá o período que as mesmas obras estiveram ou em ritmo lento ou paralisadas.

[ Previsões para as eleições de 2016 ]

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Décima Primeira Previsão

Quando as eleições estiverem mais próximas surgirão nas redes sociais um sem número de perfis falsos (os chamados fakes). Cada um desses perfis trabalhará diuturnamente para desconstruir a imagem de algum candidato. Os perfis falsos também servirão para ajudar a melhorar a imagem de algum candidato. Será comum ver um grande número de pessoas acreditando piamente no que será publicado pelos perfis falsos e assim pautarão a sua escolha eleitoral.

[ Previsões para as eleições de 2016 ]

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Décima Previsão

Quando os comitês eleitorais forem autorizados a distribuir adesivos para veículos será fácil confundir os estacionamentos de diversos órgãos da administração pública municipal de inúmeras cidades Brasil afora com estacionamentos de comitês eleitorais dos candidatos à prefeito, sejam eles candidatos à reeleição ou sejam eles candidatos apoiados pelo prefeito atual daqueles municípios.

Aqueles servidores públicos, em especial os não concursados, que se recusarem a adesivar seus veículos estarão sujeitos a misteriosas demissões ou remanejamentos.