[ Medo & Esperança ]

O medo é um excelente mecanismo para dominação. Basta que estudemos um pouco da História para vermos inúmeros episódios nos quais o medo serviu eficientemente como instrumento de dominação de povos.

Mas a estratégia de dominação não fica somente no medo. Podemos dizer que o medo é o primeiro estágio da estratégia. Uma vez acossado pelo medo, o dominado apegar-se-á a qualquer um que lhe dê esperanças de um futuro melhor, já que o presente não é nada bom.

Medo e esperança, ou melhor dizer, promessas de dias melhores que o presente, ainda são muito utilizados hoje em dia. Observemos certas mensagens que nos chegam através de inúmeros anúncios, sejam eles de cunho puramente comercial, sejam eles de cunho religioso, sejam eles de cunho político. Em muitos é possível notar em primeiro lugar o componente do medo e logo em seguida a esperança.

Um fator complicador nos dias de hoje é que essas mensagens que primeiramente colocam um estado de medo nas pessoas e as outras que tentam lhe garantir esperanças de dias melhores, nos chegam altamente disfarçadas, bastante sutis, quase imperceptíveis!

[ Redes de Indignação e Esperança: Movimentos Sociais na Era da Internet, de Manuel Castells ]

“A confiança desvaneceu-se. E a confiança é o que aglutina a sociedade, o mercado e as instituições. Sem confiança nada funciona. Sem confiança o contrato social se dissolve e as pessoas desaparecem, ao se transformarem em indivíduos defensivos lutando pela sobrevivência”.

“…o medo, essa emoção paralisante em que os poderes constituídos se sustentam para prosperar e se reproduzir, por intimidação ou desestímulo – e, quando necessário, pela violência pura e simples, seja ela disfarçada ou institucionalmente aplicada”.

“Mas o big bang de um movimento social começa quando a emoção se transforma em ação”.

“Reconheço que qualquer levante social – e a Tunísia não foi exceção – ocorre como expressão de protesto contra más condições econômicas, sociais e políticas, tais como desemprego, carestia, desigualdade, pobreza, brutalidade policial, falta de democracia, censura e corrupção como modo de vida de todo o Estado”.

[ ​Medo & Esperança ]

O medo é um excelente mecanismo para dominação. Basta que estudemos um pouco da História para vermos inúmeros episódios nos quais o medo serviu eficientemente como instrumento de dominação de povos.

Mas a estratégia de dominação não fica somente no medo. Podemos dizer que o medo é o primeiro estágio da estratégia. Uma vez acossado pelo medo, o dominado apegar-se-á a qualquer um que lhe dê esperanças de um futuro melhor, já que o presente não é nada bom.

Medo e esperança, ou melhor dizer, promessas de dias melhores que o presente, ainda são muito utilizados hoje em dia. Observemos certas mensagens que nos chegam através de inúmeros anúncios, sejam eles de cunho puramente comercial, sejam eles de cunho religioso, sejam eles de cunho político. Em muitos é possível notar em primeiro lugar o componente do medo e logo em seguida a esperança.

Um fator complicador nos dias de hoje é que essas mensagens que primeiramente colocam um estado de medo nas pessoas e as outras que tentam lhe garantir esperanças de dias melhores, nos chegam altamente disfarçadas, bastante sutis, quase imperceptíveis!
P.S.: texto originalmente publicado em minha página no Facebook em 16 de maio de 2014.

[ Ano Novo: Expectativas versus Realidade ]

expectativas

Todo ano é tudo sempre igual!

Chegamos ao último dia do ano do calendário gregoriano e fazemos um balanço. Contabilizamos o que fizemos, o que deixamos de fazer, o que deveríamos ter feito, o que não deveríamos ter feito… Enfim, é um momento de parar para pensar!

Entre o dia 31 e de Dezembro e o dia 1º de Janeiro nos colocamos em stand by.

Também aproveitamos para fazer mil e um planos para o ano novo que começa.

É interessante notar que todo ano é a mesma coisa! Nossa expectativa com relação ao ano que começa no primeiro segundo do dia 1º de Janeiro é a mais alta possível. E ainda tem muitos que acreditam que assim que o ano novo começar todos os problemas que nasceram no ano anterior irão, como que por encanto, se acabar! Creio que isso se deva ao fato de sermos, talvez, a única espécie neste pálido ponto azul perdido na imensidão do espaço sideral que cultiva uma coisa chamada ESPERANÇA!

Sim, é a esperança de dias melhores, de anos melhores, de pessoas melhores, que nos faz seguir em frente dia após dia. Se não fosse esse sentimento acredito que muitos de nós sequer teríamos coragem de viver mais um único dia na superfície deste planeta!

Acontece que é importante lembrarmos que quanto maiores forem nossas expectativas maiores poderão ser as nossas decepções quando as expectativas não vierem a ser alcançadas. E falar disso em pleno 31 de Dezembro é chato! Muitos podem encarar isso como um posicionamento pessimista e sem esperança. Prefiro encarar isso como sendo um pensamento REALISTA.

A realidade é que nem tudo que projetamos para o ano que vai começar em 1º de Janeiro iremos concluir, iremos fazer. Os motivos são infinitos mas o que importa mesmo é que nem tudo que desejamos vai ser realidade. Querer, nem sempre é poder! E se decepcionar faz parte da vida. O pior é que muitos não sabem lidar com isso. Muitos não conseguem encarar esta face dura da vida, esse lado sombrio da existência humana. Somos limitados! E isso não tem como mudar! É encarar de frente e se adaptar às circunstâncias.

Hoje em dia isso se torna mais grave porque vivemos numa espécie de ditadura da felicidade. Pelas redes sociais (que muitas vezes são uma versão moderna das arenas romanas, do Coliseu onde gladiadores lutavam até a morte e os primeiros cristãos serviam de alimento para os leões) o que mais vemos é um desfile de felicidades. É cada um tentando mostrar aos demais o quanto é feliz. E assim, o Facebook, por exemplo, até parece a Disneylândia: “um mundo de cor e fantasia”!

Portanto, minha mensagem de fim de ano, meu último post do ano tem como pretensão chamar a atenção dos prezados leitores para o fato de que nossas decepções para com o ano que vai começar podem ser diretamente proporcionais às nossas expectativas. Isso é fato! Mas isso não quer dizer que você não vá fazer seus inúmeros planos para o novo ano (emagrecer, estudar mais, cuidar mais da saúde, ser mais próximo da família, viajar mais, trabalhar menos e com mais eficiência, ler todos aqueles livros que você comprou nos anos passados e os que vai comprar esse ano, et cetera, et cetera, et cetera…). Faça!!! Faça o maio número de planos possíveis!!! Veja bem, PLANOS POSSÍVEIS!!! E se não der certo, não esquenta!!! Você tentou!!! Você planejou!!! Você não ficou só na vontade!!!

E viva o ano que vai começar com muita intensidade!!!! 😀