[ Sobre a Besteira da Vez ]

Tem muita besteira na Caverna do Facebook.

Tem umas besteiras que são mais bestas que outras.

E não sei quem é mais besta:

– Quem insiste propagar a besteira.

– Quem se dá ao trabalho de comentar a besteira (como este que vos escreve este textinho).

Mas enfim… Este textinho é sobre a besteira da vez na minha bolha facebookeana: a quantidade de páginas lidas diariamente pelo ex-presidente que está preso.

Não sei porque tanta admiração por conta da quantidade de páginas lidas diariamente pelo ex-presidente. Ora, na condição dele talvez este seja a melhor maneira de passar o tempo. Eu no lugar dele faria o mesmo!!!

Porém há uma outra perspectiva a ser observada. Ler é apenas o início de um processo. Ler, de certa forma, é um ato puramente mecânico, até máquinas lêem!!!

O próximo passo do processo, e na minha opinião o mais importante, é a compreensão do que foi lido.

Ler por ler qualquer ser humano devidamente alfabetizado é capaz de fazer. Ainda que sejam lidas dezenas ou centenas de páginas por dia, se não houver compreensão do que foi lido esse ato não tem lá tanto mérito assim.

Bom, se dessas leituras do ex-presidente surgirem resenhas, resumos críticos ou até artigos escritos por ele, aí sim é algo que merece a nossa atenção. Uma vez que essas peças textuais seriam fruto da própria mente do ex-presidente e resultado das suas leituras.

Enfim… Vamos aguardar agora qual será a próxima besteira que nos ocuparemos na nossa vida facebookeana!!!

[ A Geladeira Literária ]

Em nossa pedalada deste domingo, 28 de janeiro, tivemos a oportunidade de conhecer o projeto de um ex-aluno meu, que hoje é colega professor, o João Paulo, este que está com o livro do Dan Brown na mão.

O projeto é de uma simplicidade imensa. Mas nem por isso deixa de ser algo bacana, grandioso. Consiste em uma geladeira velha, exposta em um local com bastante fluxo de pessoas e dentro da geladeira há livros. Livros que podem ser levados.

A ideia do João Paulo surgiu na Feira de Arte e Cultura da Escola onde ele trabalha. E a geladeira acabou indo para fora da escola. Assim como todo artista tem de ir aonde o povo está, os livros devem ir aonde os leitores estão.

O João não imaginava que sua ideia fosse repercutir tanto. Positivamente, diga-se de passagem. Ele nos contou que vem recebendo várias doações de livros e em breve, pelo menos mais duas geladeiras estarão à disposição dos leitores da cidade de Forquilha.

Entre muitas histórias bacanas que o Prof. João nos contou teve uma que notei algo especial nela. Tanto que ao contá-la percebi seus olhos se encherem de lágrimas e a voz deu aquela embargada.

Um dos livros que ele recebeu para colocar na geladeira veio de uma aluna sua. Ao recebê-lo, o João pediu para a estudante ir até a geladeira deixar o livro lá. Porém, a menina um tanto tímida disse que não iria pois estava encabulada. E foi então que ela contou como conseguiu aquele livro. Ela disse que estava com muita vontade de doar um livro para o projeto do seu professor, porém não tinha nenhum livro. Mas a sua irmã tinha. E foi aí que a tímida aluno do Prof. João Paulo teve uma ideia: oferecer a irmã uma roupa em troca do livro. E assim foi feito.

Notei logo que o meu ex-aluno estava emocionado com essa história. Ele disse ainda que para incentivar o gosto pela leitura de sua tímida aluna ele também lhe deu de presente um livro.

São iniciativas como essas do meu ex-aluno e agora colega professor, bem como da aluna dele que fazem a minha fé e esperança num futuro melhor nessa pátria mãe nem sempre gentil, se renovarem.

Quem quiser ajudar o Prof. João Paulo, seja com livro, seja com uma geladeira velha, seja patrocinando a reforma de mais uma geladeira, basta entrar em contato com ele aqui mesmo pelo Facebook!!!!

Torço para que esta seja a primeira de muitas e muitas geladeiras literárias que ainda verei em Forquilha!!!

Parabéns, meu caro Prof. João Paulo!!!!

 

[ Homo Deus: Um Livro que Vale a Pena ser Lido – Parte Um ]

Faz algumas semanas que finalizei a leitura de Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, do mesmo autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade ambos escritos pelo professor israelense Yuval Noah Harari.

Esses dois livros são aqueles que vamos lendo e cada vez mais ficado encantados com tudo que lemos e que passamos a ter muita vontade de comentar o que estamos lendo com os demais.

Quero agora compartilhar com vocês alguns trechos de Homo Deus que marquei e que considero muito interessantes.

Em tempo… Recomendo a leitura dos livros para que você possa construir seu próprio juízo de valor.

Em 2012, aproximadamente 56 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro; 620 mil morreram em razão da violência humana (guerras mataram 120 mil pessoas, o crime matou outras 500 mil). Em contrapartida, 800 mil cometeram suicídio, e 1,5 milhão morreram de diabetes.23 O açúcar é mais perigoso do que a pólvora.

Simultaneamente, a economia global abandonou as bases materiais para se assentar no conhecimento.

A reação mais comum da mente humana a uma conquista não é satisfação, e sim o anseio por mais. Os seres humanos estão sempre em busca de algo melhor, maior, mais palatável.

Grande parte de nossa criatividade artística, de nosso comprometimento político e de nossa fé religiosa é alimentada pelo medo da morte.

No final do século XVIII, o filósofo britânico Jeremy Bentham declarou que o bem supremo é “a maior felicidade para o maior número de pessoas”. Ele concluiu que o único objetivo meritório do Estado, do mercado e da comunidade científica consistia em incrementar a felicidade global. Políticos deveriam assegurar a paz, homens de negócios deveriam estimular a prosperidade, e aos estudiosos caberia estudar a natureza — não para uma glória maior de um rei, de um país ou de Deus, e sim para que você e eu possamos usufruir uma vida mais feliz.

Quando Epicuro definiu a felicidade como o bem supremo, advertiu seus discípulos de que ser feliz exige trabalho duro.

No nível psicológico, a felicidade depende mais de expectativas do que de condições objetivas. Não ficamos satisfeitos com uma existência pacífica e próspera. Em vez disso, nosso contentamento resulta de a realidade corresponder a nossas expectativas.

Essa é a maior falha da evolução. Por gerações incontáveis nosso sistema bioquímico adaptou-se à necessidade de aumentar nossas probabilidades de sobrevivência e reprodução, não de promover nossa felicidade. O sistema bioquímico recompensa ações que levam à sobrevivência e à reprodução com sensações agradáveis. Mas se trata apenas de um artifício efêmero de venda.

Esse é o paradoxo do conhecimento histórico. Conhecimento que não muda o comportamento é inútil. Mas aquele que muda o comportamento perde rapidamente a relevância. Quanto mais dados tivermos e quão melhor compreendermos a história, mais rapidamente a história alterará seu curso, e mais rapidamente nosso conhecimento se tornará obsoleto.

O Homo sapiens reescreveu as regras do jogo. Essa espécie singular de macacos conseguiu mudar em 70 mil anos o ecossistema global de modo radical e sem precedente. O impacto que causamos já é comparável com o da idade do gelo e dos movimentos tectônicos. Em um século ele pode superar o do asteroide que exterminou os dinossauros 65 milhões de anos atrás.

Como foram muitos trechos que marquei no livro vou fazer uma espécie de série e ao longo do tempo vou compartilhando aqui. Caso contrário o post ficaria muito muito grande.

Em breve, publicarei a segunda parte!!!

😉