[ Tão previsível quanto… ]

– Tão previsível quanto episódio do Chaves. Em praticamente todo episódio do Chaves o Seu Madruga leva uma cacetada da d. Florinda e caso o seu filho Kiko esteja por perto ela dirá: “Vamos tesouro! Não se misture com essa gentalha””!

– Tão previsível quanto algum filme da série Sexta-Feira 13. Quem já viu um já viu todos. Sempre vão dar um jeito para o psicopata Jason reaparecer.

– Tão previsível quanto político que é acusado de algum crime. Sempre o político irá alegar que não é culpado de nada. Logo em seguida ele dirá que tudo não passa de perseguição política ou até mesmo de uma conspiração. O pior é quando o sujeito se defende de uma acusação, a qual ainda não foram apresentadas as devidas provas, com outras acusações igualmente sem provas reforçando a ideia de que ele é vítima de uma conspiração armada por seus desafetos.

😉

[ A Pose – Ser e Parecer ]

Enquanto fotógrafo tenho algumas considerações a respeito do ato de posar. Sim, fazer pose pra foto!!

A meu ver, quando posamos, conscientemente ou não, acabamos tentando encarnar um personagem que acreditamos ser legal, bacana, bonito, et cetera e tal!!!

Claro que para quem é modelo fotográfico profissional, posar faz parte do seu trabalho. E abrindo um parênteses no texto… É ótimo fotografar modelos que já possuem verdadeiro estoque pessoal de poses, que sabe qual seu melhor ângulo, enfim, que sabe mesmo como se comportar diante de uma câmera e seguir a direção do fotógrafo!!! Ah!!! Atores e atrizes, geralmente, são ótimos para serem fotografados e dirigidos!!! Fecha parênteses…

Não é atoa que as fotografias que muitos de nós mais gostamos são aquelas em que o fotógrafo conseguiu captar a espontaneidade do fotografado pois nesses momentos a pessoa está sendo ela mesma e não um personagem que descrevemos por alto no segundo parágrafo deste texto.

Mas este texto não é para falar somente de pose na fotografia mas também de pose na política!

Vocês, caros leitores, já notaram que políticos profissionais (aqueles que não fazem outra coisa para ganhar a vida, ganhar o pão de cada dia, a não ser política) são exímios fazedores de pose?! Observem atentamente uma sessão da Câmara ou do Senado (nossa, que pedido esse que fiz!! Maldade!!) e nelas vocês notarão como os políticos adoram fazer pose. Ora eles encarnam os injustiçados!!! Ora eles posam de vítimas dos adversários!!! Ora eles encenam que são os guardiões da moral e dos bons costumes. Outro momento eles se postam como os primeiros seres humanos inteligentes, esclarecidos e íntegros da face da Terra. Enfim… Não faltam papeis…

E os políticos são exímios em perceber uma boa oportunidade para posar!!! Nos momentos em que as atenções da população se voltam para Brasília, por exemplo quando são votadas leis polêmicas, o Grande Teatro do Congresso fica inundado de atores e atrizes, ou modelos, usando e abusando do recurso da pose!

Hoje em dia, tempos em que qualquer um consegue se transformar em produtor de vídeo bastando para isso ter um smartphone à mão, tudo ficou mais fácil ainda. Político que ama posar sempre lançará desse recurso para fazer seu showzinho particular para sua claque!!!Ou ele mesmo se filma ou algum colega faz o papel ou até mesmo um assessor.

É preciso cada vez mais discernimento por parte do eleitorado para não se deixar levar pelas poses, caras e bocas que nossos representantes políticos costumam nos brindar a todo instante.

Lembremos sempre: há uma distância razoável entre ser e parecer (lembremos daquele xampu anti-caspa da década de 90 que parece mas não é). Quando posamos, parecemos. Ou melhor, quando políticos posam, eles querem que acreditemos que eles são, quando na verdade eles apenas parecem ser. No momento da pose, o político está simplesmente encarnando um personagem que ele precisa apresentar para a platéia, ou melhor, para o eleitorado. Ao contrário da clássica frase que diz que “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, os políticos (e todas as pessoas em geral, né?!) não basta parecerem honestos, devem ser HONESTOS!

​[ Dois Discursos ]

Em geral, os chamados líderes políticos mais tradicionais, esses que há anos vem fazendo da política seu meio de vida em nosso país, possuem dois discursos:

1. O Discurso para As Massas: é aquele usado para entusiasmar a militância, fazer o pessoal pegar em lanças e bandeiras, gritar a plenos pulmões na época das campanhas, brigar com a militância adversária, enfim, é o discurso público. Geralmente esse dicurso é carregado de sonhos, ideais, muito O QUE FAZER e nada de COMO FAZER.

2. O Discurso Oculto: esse, como o próprio nome dá a entender, não é voltado para as massas, para a grande militância. É muito mais pragmático que o primeiro discurso. Esse dicurso oculto é aquele que será de fato posto em prática. Claro que com alguma maquiagem para poder ficar parecido com o primeiro. Esse segundo discurso é justamente aquele que é acertado somente entre a elite que vai de fato tocar o poder caso o primeiro discurso seja vencedor nas urnas. Esse discurso oculto é muito mais fácil de ser colocado em prática do que o anterior, uma vez que ele é pragmático e não idealista.

O interessante é que como somos dados a acreditar em tudo aquilo que condiz com nossos sonhos e desejos, nem nos damos conta de que o primeiro discurso é apenas e tão somente uma encenação, posta em prática para ludibriar o eleitorado mais apaixonado, mais crente, mais encantado… É através do discurso voltado para as massas que o caminho para a realização do discurso oculto é devidamente pavimentado.

E segue o enterro…

​[ Expressões Curinga ]

Aquele gestor quando questionado sobre quando determinada ação seria iniciada ou mesmo finalizada, e o mesmo não tendo certeza de quando iria acontecer, sempre se valia de expressões curinga jogadas para a plateia.

Era comum ouvi-lo dizer:

Em breve será iniciado!”

“Dentro de pouco tempo já estará tudo finalizado”.

“A grande mudança estará muito brevemente acontecendo!”

O bom de usar essas expressões é que passa para a audiência um certo sentido de temporalidade altamente atemporal! Paradoxal, né??!!

​[ A Mais Básica Lição de Economia ]

Só há um mercado se houver dois componentes: oferta e procura. A existência de apenas um desses componentes não constitui um mercado.

Exemplos: 

{ O mercado de peças roubadas }

Se tem quem compra peças roubadas, é porque tem quem venda peças roubadas. E vice-versa. E esse mercado tem uma cadeia produtiva bem ampla: os que roubam veículos, os demanchadores, etc.

{ O mercado de votos }

Se tem eleitores vendendo votos, é porque tem políticos ou apoiadores dos mesmos comprando. E vice-versa.

O que foi dito para o mercado de votos vale também para o mercado de vereadores, deputados estaduais e federais, sensdores e todos os entes do poder executivo, municipal, estadual e federal.

Portanto, é preciso lembrar dessa liçãozinha básica de economia antes de reclamar da existência de determinados mercados.

[ Itens indispensáveis para uma campanha política ]

– Um grupo de militantes, pagos ou não, para balançar bandeiras por onde o candidato passar.

– Um militante, pago ou não, para nos eventos de campanha carregar nas costas o candidato. Aqui temos uma explícita alusão ao futuro, isto é, o povo carregando nas costas, às custas dos impostos, o eleito e demais que irão orbitar no poder.

– Vários blogueiros de estimação, donos de perfis no Facebook, ou outros que se dizem profissionais de mídia, que deverão falar bem do candidato e mal dos opositores. Aqui vale também um sem número de perfis falsos (fakes) nas redes sociais que também farão o “trabalho sujo” de denegrir a imagem dos opositores e enaltecer a imagem do candidato.

– Um marqueteiro que vai se encarregar de construir a imagem do candidato-produto através de vídeos encantadores, recheados de cenas bonitas, depoimentos carregados de emoção, jingles tocantes, dentre outros tantos outros artifícios que servem unicamente para mexer com o emocional dos eleitores.

Pronto, esse é o pacote básico para se fazer a campanha política. E no fim das contas caberá a cada eleitor se deixar levar por todo esse “espetáculo”!!

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[ Política – Quem manda, Por que manda, Como manda ]

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Atualmente estou às voltas com a leitura desta obra do escritor João Ubaldo Ribeiro Até agora, este livro tem se mostrado muito bacana.

Como de costume vou dividir com vocês alguns trechos que acredito serem merecedores de destaque. Geralmente estes trechos me leva a fazer reflexões.

“… o poder só pode ser visto, sentido, avaliado, ao exercer-se. Antes do momento em que se exerce, ele é somente uma conjectura, uma presunção, algo que se acha que vai acontecer”.

“A Política passa, neste caso, a ser entendida como um processo através do qual interesses são transformados em objetivos e objetivos são conduzidos à formulação e tomada de decisões efetivas, decisões que “vinguem””.

“A Política fica então vista como o estudo e a prática da canalização de interesses com a finalidade de conseguir algo”.

“A Política não se ocupa de todos os processos de formulação e tomada de decisões, mas somente daqueles que afetem, de alguma forma, a coletividade”.

“A Política não é, pois apenas uma coisa que envolve discursos, promessas, eleições e, como se diz frequentemente, “muita sujeira”. Não é uma coisa distinta de nós. É a condução de nossa própria existência individual, nossa prosperidade ou pobreza, nossa educação ou falta de educação, nossa felicidade ou infelicidade”.

“Pois aquilo que se costuma chamar, equivocadamente, de “classe política” nada mais é do que um grupo de pessoas surgidas dentro de nossa própria sociedade”.

“Se não gostamos do comportamento dos políticos e do funcionamento do sistema e não fazemos nada quanto a isso, estamos sendo políticos; estamos contribuindo para a perpetuação de uma situação política indesejável ou inaceitável. Se queremos fazer alguma coisa para melhorar a situação, também estamos sendo políticos, pois a única via de ação possível, neste caso, é a Política”.