[ Distúrbios Mentais ]

As redes sociais fizeram surgir alguns distúrbios mentais bem curiosos.

Por exemplo, temos o paranóico das indiretas. É o sujeito que acredita que as pessoas em seus posts, vivem mandando indiretas pra ele. O paranóico das indiretas também é egocêntrico em nível elevado por acreditar que os demais realmente irão se ocupar em mandar indiretas para ele.

Outro distúrbio bastante comum é a ansiedade opinativa. Os que são acometidos por esse distúrbio acreditam que têm a obrigação de emitir opiniões sobre tudo no mundo. Um reflexo desses distúrbio é a profusão de opiniões equivocadas e sem nenhum embasamento, fazendo com que os posts de quem sofre desta anomalia seja um festival de abobrinhas e sandices que muitas vezes servem para divertir os demais.

Os psicólogos e psiquiatras ainda terão muito trabalho pela frente para tratar não somente destes mas de muitos outros distúrbios provocados pelo uso excessivo de redes sociais.

😉

[ O Esporte Mais Praticado ]

As redes sociais trouxeram à tona, ou melhor, deixaram mais evidente ainda, uma prática muito comum da espécie humana. Esta prática, creio eu, deve ser milenar. Estou falando do ato de se importar com a vida alheia, com o que o outro faz ou deixa de fazer.

Hoje em dia os cidadãos da ZuckerNet, o mundo facebookeano, gastam uma boa parcela do seu tempo dedicando-se a esta prática ancestral.

Importam-se se alguém muda a foto do perfil para demonstrar apoio a uma causa.

Importam-se se alguém não muda a foto do perfil para demonstrar apoio a uma causa.

Importam-se se alguém demonstra estar muito sensibilizado por conta de um acontecimento.

Importam-se se alguém não demonstra estar muito sensibilizado por conta de um acontecimento.

Importam-se se alguém diz que gosta de um determinado músico.

Importam-se se alguém diz que não gosta de um determinado músico.

Importam-se se alguém demonstra simpatia por determinada ideologia político-partidária.

Importam-se se alguém demonstra não gostar de determinada ideologia político-partidária.

A lista tende ao infinito.

Talvez seja um efeito colateral da grande liberdade de expressão que as redes sociais nos proporcionam. As pessoas querem demonstrar que se importam com alguma coisa.

E a expressão importar-se com algo tem uma ligação com a palavra importante. Logo, deduzo que se alguém se importa com algo é porque esse algo lhe é importante. Se não fosse não se importaria!

Enfim, vivemos a nos importar tanto que até escrevemos textos nos importando com o fato de muitos se importarem com tudo em quanto!!!! 😉

Não seria mais fácil e saudável do ponto de vista social se nos importássemos menos com o que os outros fazem ou deixam de fazer e cuidássemos mais de nossa própria vidinha??!! 😉

[ Orwell Equivocou-se?! ]

Em seu livro 1984, o escritor criou a figura do Grande Irmão, que era um líder que implanta um regime totalitário no qual as pessoas estão sob constante vigilância por parte dos mecanismos do regime bem como de seus agentes.
No ambiente de 1984 tudo está sendo monitorado a todo momento. O conceito de privacidade é praticamente destruído.
De uns tempos para cá passei a acreditar que Orwell equivocou-se ou talvez nunca tenha imaginado que o Grande Irmão não seria um governo, mas sim a própria sociedade vivendo em constante estado de policiamento e vigilância das ações uns dos outros através das redes sociais bem como se valendo de outras ferramentas como por exemplos, os smartphones que são altamente populares e cada vez mais acessíveis hoje em dia.
Não tenho certeza se este estado de policiamento constante que nos obriga a todo momento medir as palavras, tomar cuidado com o que falamos ou escrevemos, enfim como nos comportamos, nos tornará seres humanos melhores. Talvez sim… Talvez não… Somente o tempo dirá

[ Não alimentemos… ]

Não alimentemos os boatos!!!! Quanto mais alimentados os boatos mais eles crescem!!! São criaturas que se reproduzem com muita facilidade, ainda mais quando bem alimentados!!!!

Não alimentemos o ódio!!! Essa é outra criatura que quanto mais alimentada mais ela cresce!!! Existem várias espécies de ódio: ódio entre classes sociais, ódio entre raças, ódio entre religiões, enfim, são muitas. O mais importante é não alimentar!!!! Assim como os boatos, o ódio também tem uma incrível capacidade de se reproduzir!!! E o pior, o ódio tem capacidade de reprodução entre espécies, gerando mutações abomináveis!!!!

Muitos de nós estão alimentando essas criaturas que citei acima e nem se dão conta!!! A cada compartilhamento de boato ou de coisas que incitem o ódio você está contribuindo para sua alimentação!!!

Não sejamos alimentadores de boatos e de ódios!!!!

😉

[ Por que Amamos o Facebook? ]

1. Nele nosso ego vive sendo massageado.

2. Se dizemos que estamos tristes em pouco tempo surgem inúmeras mensagens para melhorar nosso astral. Conforto psicológico não falta.

3. Quando xingarmos alguém não faltarão pessoas que desejavam fazer o mesmo e estas juntam-se a nós num imenso coro de xingadores.

4. Quando reclamamos de algo sempre surge uma legião de reclamadores com a mesma queixa. Assim nossa sensação de pertencimento a um grupo cresce mais ainda.

5. Por mais insana, sem noção e louca que seja uma ideia que defendemos haverá pelo menos uma pessoa, na pior das hipóteses, que concordará conosco e dessa forma não nos sentimos sós, pregando no deserto.

6. Há soluções para praticamente todos os problemas. Com uma quantidade imensa de especialistas em tudo em quanto dificilmente um problema fica sem solução no Facebook.

7. Há certezas sem fim no Facebook. Nossas certezas geralmente encontram muitos outros que compartilham as mesmas. E quanto mais gente tiver as mesmas certezas mais convencidos ficamos de que estamos certos ou do tal lado certo da história.

8. Quando estamos nos sentindo carentes e sem a atenção dos demais, basta postar algo polêmico no Facebook que em dois tempos somos notados, seja por quem concorda com a nossa opinião polêmica seja por quem é contra. Afinal de contas, “Posto, logo existo!”.

9. É no Facebook que nos damos conta do quanto somos bons, politizados, esclarecidos, atualizados, cultos, não alienados, dentre tantos outros adjetivos elogiosos. Quando nos damos conta disso sempre lembramos dos versos da canção que diz: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”.

É por essas e outras que não somente o Facebook mas muitas outras redes sociais são tão amadas por nós.

😉

[ JC Atualizado ]

Uma das passagens bíblicas que acho mais bacana é aquela em que JC intervem no apedrejamento de uma mulher.

Vendo que há tantos que vivem dizendo ser “do bem” assim como outros tantos afirmam que sempre estão e estiveram do “lado certo da história”, imagino que se hoje JC, o nazareno cabeludo, viesse a proferir sua célebre frase, “Atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”, não somente a mulher pecadora seria apedrejada como o próprio JC receberia uma chuva de pedras.

E mais, além dos apedrejadores haveriam muitos “do lado bem” e do “lado certo da história” filmando tudo para jogar no Facebook e espalhar pelos grupos do zapzap. Sem falar que hoje em dia o apedrejamento também é feito através das redes sociais.

As pedras de bits e bytes costumam causar tanto estrago quanto as pedras reais.

[ A Treta Inútil de Sempre ]

É fato: toda vez que o assunto nazismo vem à tona surge alguém pra dizer que o nazismo é “de esquerda” ou alguém que afirma que o nazismo é “de direita”.

Vamos e venhamos, isso acaba reduzindo perigosamente a questão do nazismo.

Mas essa atitude é bem típica do comportamento clubista que reina entre nós há tempos.

O pior desse comportamento clubista é que as torcidas acreditam que são detentoras do monopólio das virtudes e que quem não faz parte do seu clube é dono do monopólio da maldade.

Porém é preciso ter consciência de que não há entre grupos humanos quem seja detentor desse monopólio das virtudes.

Em suma, regimes de esquerda foram responsáveis por atrocidades assim como regimes de direita também foram. Não há santos e puros nessa história.

Seria muito mais proveitoso que deixássemos essa discussão boba de lado e nos conscientizássemos de que o nazismo foi algo abominável e que jamais deveria voltar a existir.